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	<title>Na sombra de um coqueiro</title>
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	<description>Divirta-se com Causos, Crônicas, Poesias, Família, Fogão de lenha, No pé do coqueiro, Tocando a Tuba. 
(Vedada pelo autor a Criação de Obras Derivadas)
 
Você não pode reproduzir, alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.</description>
	<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 00:58:29 +0000</pubDate>
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		<title>Bacalhau ao Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 00:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fogão de lenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Bacalhau ao Vinho do Porto 
1 kg de Bacalhau da Noruega; 1 c&#225;lice de Vinho do Porto Seco; 200 g de cogumelos; 1 kg de tomates maduros; 200 ml de azeite; 2 dentes de alho; 1 ramos de salsa; 2 ovos; Farinha de rosca; Farinha de trigo; Sal &#38; Pimenta; Azeite portugu&#234;s. Modo de preparar: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bacalhau ao Vinho do Porto </p>
<p>1 kg de Bacalhau da Noruega; 1 c&aacute;lice de Vinho do Porto Seco; 200 g de cogumelos; 1 kg de tomates maduros; 200 ml de azeite; 2 dentes de alho; 1 ramos de salsa; 2 ovos; Farinha de rosca; Farinha de trigo; Sal &amp; Pimenta; Azeite portugu&ecirc;s. <br />Modo de preparar: <br />Corte o bacalhau da Noruega em fil&eacute;s retangulares e coloque de molho na geladeira por 24 horas, trocando a &aacute;gua 4 vezes. Passe os fil&eacute;s na farinha de trigo e no ovo e frite-os nos 200 ml de azeite. Neste mesmo azeite, introduza os tomates - previamente esmagados sem pele e sem sementes - os dentes de alho amassados, a salsa picada, os cogumelos cortados em fatias, o Vinho do Porto e, finalmente, sal e pimenta a gosto. <br />Deixe cozinhar em fogo brando por 15 minutos. Coloque os fil&eacute;s numa travessa refrat&aacute;ria, regue-os com o molho de tomates, salpique com farinha de rosca e leve ao forno por mais 15 minutos, adicionando mais azeite se necess&aacute;rio. <br />Sirva acompanhado de batatas em rodelas, passadas no ovo e na farinha de trigo e fritas no azeite ou &oacute;leo. </p>
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		<title>Bacalhau a Provençal</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 00:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fogão de lenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Bacalhau &#224; Proven&#231;al 
Cozer 600 grs. de bacalhau grosso, segundo a regra, tirar-lhe as espinhas e a pele negra; desfi&#225;-lo e pis&#225;-lo num almofariz, juntar-lhe duas colhera&#172;das de molho picante; estando em massa, incorporar-lhe, pouco a pouco, um copo e meio de azeite fino, alternando o azeite com algumas gotas de sumo de lim&#227;o. Estando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bacalhau &agrave; Proven&ccedil;al </p>
<p>Cozer 600 grs. de bacalhau grosso, segundo a regra, tirar-lhe as espinhas e a pele negra; desfi&aacute;-lo e pis&aacute;-lo num almofariz, juntar-lhe duas colhera&not;das de molho picante; estando em massa, incorporar-lhe, pouco a pouco, um copo e meio de azeite fino, alternando o azeite com algumas gotas de sumo de lim&atilde;o. <br />Estando a massa mole, mas compacta e bem ligada, met&ecirc;&not;-la numa ca&ccedil;arola, juntar-lhe um bocado de alho, bem esma&not;gado, aquec&ecirc;-la sem deixar de a trabalhar, e, estando quente, incorporar-lhe uma colherada de nata crua, juntar o sumo de um lim&atilde;o, uma pitada de salsa e um pouco de pimenta. <br />Servir num prato quente guarnecido com bocados de miolo de p&atilde;o frito ou de massa folhada. </p>
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		<title>Bacalhau a Moda do Porto</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 00:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fogão de lenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Bacalhau &#224; Moda do Porto 
Dessalgar o bacalhau e dividi-lo em lascas; descascar batatas cruas e cort&#225;-las em rodelas. Deitar num tacho uma camada de rodas de cebola, um ramo de salsa, rodas de dentes de alho, cravo de cabe&#172;cinha, pimenta, uma camada de bacalhau e uma de rodas de batatas; cobrir tudo com azeite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bacalhau &agrave; Moda do Porto </p>
<p>Dessalgar o bacalhau e dividi-lo em lascas; descascar batatas cruas e cort&aacute;-las em rodelas. <br />Deitar num tacho uma camada de rodas de cebola, um ramo de salsa, rodas de dentes de alho, cravo de cabe&not;cinha, pimenta, uma camada de bacalhau e uma de rodas de batatas; cobrir tudo com azeite fino e levar o tacho tapado a lume brando, agitando-o at&eacute; que o bacalhau esteja cozido. </p>
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		<title>Bacalhau a Espanhola</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 00:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fogão de lenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Bacalhau &#224; Espanhola 
Coze-se primeiro o bacalhau com batatas; pica-se uma cebola e leva-se ao lume com azeite, deixando-o aloirar; juntam-se-lhe bastante tomate, limpo de pele e de sementes, alguns dentes de alho, sal, pimenta, salsa picada e um pouco de farinha desfeita na &#225;gua em que se cozeu o bacalhau. Logo que o tomate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bacalhau &agrave; Espanhola </p>
<p>Coze-se primeiro o bacalhau com batatas; pica-se uma cebola e leva-se ao lume com azeite, deixando-o aloirar; juntam-se-lhe bastante tomate, limpo de pele e de sementes, alguns dentes de alho, sal, pimenta, salsa picada e um pouco de farinha desfeita na &aacute;gua em que se cozeu o bacalhau. Logo que o tomate esteja cozido e desfeito, tira-se do lume, corta-se o bacalhau em lascas, as batatas em rodas e pimentos assados, limpos de peles e de sementes, &agrave;s tiras. P&otilde;em-se, numa travessa de ir ao forno, camadas alternadas de bacalhau, batatas e pimentos, deita&not;-se-lhe o molho por cima e leva-se ao forno a corar. </p>
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		<title>Bacalhau a Portuguesa</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 00:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fogão de lenha]]></category>

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		<description><![CDATA[1 - Bacalhau &#224; Portuguesa 
Dividir o bacalhau fresco em postas de 250 grs.; temper&#225;-las com sal e pimenta. Disp&#244;-las numa ca&#231;arola de saltear, contendo (para cinco postas) 100 grs. de manteiga, 1 dl. de azeite, 100 grs. de cebola picada e refogada em manteiga, um pequeno dente de alho esmagado, duas pitadas de salsa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 - Bacalhau &agrave; Portuguesa </p>
<p>Dividir o bacalhau fresco em postas de 250 grs.; temper&aacute;-las com sal e pimenta. <br />Disp&ocirc;-las numa ca&ccedil;arola de saltear, contendo (para cinco postas) 100 grs. de manteiga, 1 dl. de azeite, 100 grs. de cebola picada e refogada em manteiga, um pequeno dente de alho esmagado, duas pitadas de salsa migada, 750 grs. de tomates migados e sem sementes, 100 grs. de arroz, cozido em tr&ecirc;s quartos de &aacute;gua salgada e 2 dls. de vinho branco; cobrir a ca&ccedil;arola; p&ocirc;r sobre lume vivo a cozer durante dez minutos sem destapar. <br />Passado este tempo, destapar a ca&ccedil;arola para fazer a redu&ccedil;&atilde;o, que deve estar pronta sempre ao mesmo tempo que o peixe, cuja cozedura completa exige dezoito minutos. <br />Dispor o peixe numa travessa e cobri-lo com o molho e a guarni&ccedil;&atilde;o. </p>
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		<title>Sud Mennucci de Piracicaba</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Sep 2006 17:22:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;
NO SUD TUDO ERA ENCANTO
Carlos Giordano
&#160;&#160;&#160;&#160; No primeiro ano prim&#225;rio, coube a Dna. Terezinha do Canto Kraide a tarefa gratificante de me alfabetizar. N&#227;o me lembro das t&#233;cnicas utilizadas, s&#243; recordo que ficava sentado no ch&#227;o com minha m&#227;e, brincando de montar s&#237;labas com v&#225;rias letrinhas desenhadas em cartolina, posteriormente recortadas em quadradinhos como um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>NO SUD TUDO ERA ENCANTO</strong></p>
<p align="right"><strong>Carlos Giordano</strong></p>
<p align="justify">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No primeiro ano prim&aacute;rio, coube a Dna. Terezinha do Canto Kraide a tarefa gratificante de me alfabetizar. N&atilde;o me lembro das t&eacute;cnicas utilizadas, s&oacute; recordo que ficava sentado no ch&atilde;o com minha m&atilde;e, brincando de montar s&iacute;labas com v&aacute;rias letrinhas desenhadas em cartolina, posteriormente recortadas em quadradinhos como um quebra cabe&ccedil;as. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Naquela &eacute;poca as formas de condu&ccedil;&atilde;o da turma dentro da sala de aula era um pouco mais r&iacute;gida por parte da autoridade dos docentes, e consistia em impor o respeito aos mais velhos e tamb&eacute;m aos colegas, para s&oacute; assim poder ser respeitado. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Algumas formas de castigo podiam ser empregadas, tais como a desmoraliza&ccedil;&atilde;o total do engra&ccedil;adinho perante o grupo, feita pela professora, colocando-o na carteira dos burros, defronte aos colegas e ao lado da mesa do mestre por um dia, uma semana, &agrave;s vezes por um m&ecirc;s. Muitas vezes o castigo consistia em ficar de frente para o quadro negro em p&eacute; por algumas horas; aus&ecirc;ncia de intervalo (chamado de recreio ), quando o castigado ficava na sala de aula estudando tabuada no seu hor&aacute;rio de descanso; e o pior de todos os castigos era ir falar com a diretora da escola, Dona Diva, que poderia punir com advert&ecirc;ncia escrita para os pais, suspens&atilde;o tempor&aacute;ria ou mesmo a expuls&atilde;o da escola. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No segundo ano, Dona Dora&iacute;rtes Vitti, esposa do grande escritor piracicabano Lino Vitti, era a professora, e se dedicou a nos ingressar no mundo maravilhoso dos n&uacute;meros, da matem&aacute;tica. Introduziu-nos no&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de situa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, hist&oacute;ria do descobrimento e educa&ccedil;&atilde;o moral e c&iacute;vica. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No terceiro ano, Dona Maria Bononi complementou e fortaleceu as ra&iacute;zes da alfabetiza&ccedil;&atilde;o nos exercitando com muita did&aacute;tica. E, no quarto ano prim&aacute;rio, Dona Lourdes Bonilha iniciaria uma proposta de educa&ccedil;&atilde;o mais abrangente, nos preparando para ingressar-nos no curso ginasial. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da quinta a oitava s&eacute;rie do gin&aacute;sio, j&aacute; tivemos que mudar de pr&eacute;dio. Do anexo ao Instituto, passamos efetivamente a freq&uuml;entar todo o pr&eacute;dio com aproximadamente 10.000 m2 de constru&ccedil;&atilde;o. Pod&iacute;amos ir &agrave; Biblioteca; Come&ccedil;amos a participar de aulas de ci&ecirc;ncias no laborat&oacute;rio do Prof. Vail; T&iacute;nhamos aulas de desenho na respectiva sala com o Prof. Costa; Tamb&eacute;m pod&iacute;amos participar das aulas de m&uacute;sica no anfiteatro com o Prof. Gimenes. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No intervalo, a freq&uuml;&ecirc;ncia j&aacute; era mista com os mais velhos, alunos do colegial, que disputavam entre cotoveladas e chutes uma vaga no balc&atilde;o da cantina do &ldquo;Vardema&rdquo; e da Dona Cida, para comprar uma pa&ccedil;oquinha ou uma coxinha sem varizes para enganar o est&ocirc;mago at&eacute; a hora do almo&ccedil;o. <br />O hor&aacute;rio das aulas era das 7h &agrave;s 11h50&rsquo; e &agrave;s vezes at&eacute; 12h40&rsquo;. <br />Muito tempo ainda depois do hor&aacute;rio de aula, sem almo&ccedil;ar ia ter aulas de contrabaixo (rabec&atilde;o ou viola de gamba) na Escola de M&uacute;sica de Piracicaba, escola que gozava de muito prest&iacute;gio nos meios culturais de Piracicaba, cujos diretores eram o Maestro Ernest Mahle e sua esposa Dona Cidinha Mahle. E, como o curso era gratuito, s&oacute; havia esse hor&aacute;rio de aulas, e se eu quisesse aprender um pouquinho tinha que me submeter a esse desconforto. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na Escola de M&uacute;sica tamb&eacute;m vivi momentos muito agrad&aacute;veis junto de bons amigos. E, por alguns anos freq&uuml;entei o coral da escola, com o qual fizemos muitas apresenta&ccedil;&otilde;es. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fui suspenso uma &uacute;nica vez em todo meu per&iacute;odo acad&ecirc;mico. Na s&eacute;tima s&eacute;rie, tivemos numa manh&atilde; a aus&ecirc;ncia de uma professora de franc&ecirc;s. Como seu substituto tamb&eacute;m n&atilde;o estava dispon&iacute;vel, ficar&iacute;amos sem aula durante os 50 minutos normais. Depois dessa &ldquo;janela&rdquo; era o hor&aacute;rio do intervalo, ent&atilde;o eu e meu grande amigo Quinho (Marcos Tadeu Ferraz de Arruda) que hoje &eacute; praticamente mais um irm&atilde;o do que amigo, resolvemos pular a janela da sala de aula, que dava para o p&aacute;tio do col&eacute;gio, por&eacute;m para nossa infelicidade, eu pulei e ca&iacute; quase em cima do Seu Oscar, que era o servente da escola, e o Quinho muito animal, pulou atras e caiu em cima de n&oacute;s dois. Sa&iacute;mos correndo feito loucos, sem sabermos para onde &iacute;amos, at&eacute; alcan&ccedil;armos a quadra feminina, onde acontecia ali, naquele momento, uma aula de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Sentamos ali at&eacute; Seu Oscar aparecer e nos levar com caras de bunda para a diretoria da escola. <br />Estava naquele dia Dona Iracema, professora de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e C&iacute;vica como diretora substituta. Depois do serm&atilde;o, fomos suspensos por tr&ecirc;s dias. Mas, em um desses tr&ecirc;s dias, iria ocorrer uma prova de Ingl&ecirc;s, prova essa decisiva para fechar o semestre e consequentemente o ano letivo. <br />Quinho, mais esperto do que eu, no dia da prova, compareceu, recebeu a nota e ficou feliz da vida. Ningu&eacute;m percebeu&#8230;s&oacute; eu. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando soube, fui ter com Dona Iracema, cobrando-lhe a possibilidade de tamb&eacute;m fazer a prova numa segunda alternativa, informando-lhe do acontecido com meu amigo. Al&eacute;m dela n&atilde;o me permitir fazer a prova, ainda cancelou a do Quinho que recebeu zero, ficou de recupera&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pode viajar com os pais nas f&eacute;rias, e ficou quase um ano sem falar comigo. Hoje, depois de duas d&eacute;cadas, se toco nesse assunto, ele s&oacute; espuma um pouco no canto da boca, mas n&atilde;o pensa mais em me matar. <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As emo&ccedil;&otilde;es foram tantas nessa escola que, muito embora tenha passado por outras, quando me recordo do Sud, percebo que ele foi respons&aacute;vel por cristalizar em minha mem&oacute;ria a imagem mais bonita que se poderia ter de um &ldquo;Castelo Gigante&rdquo; da educa&ccedil;&atilde;o, ber&ccedil;o da cultura, sustent&aacute;culo da moral e do civismo, exemplo de did&aacute;tica, pai de poetas, m&uacute;sicos, pensadores, pol&iacute;ticos, engenheiros, professores, m&eacute;dicos, advogados, vagabundos e desempregados. </p>
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		<title>Espaguetti com lascas de bacalhau</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Sep 2006 19:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fogão de lenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Dessalgue o bacalhau do Porto na &#225;gua gelada j&#225; em lascas, por pelo menos 24 horas, trocando de &#225;gua.
Enquanto ferve cinco litros de &#225;gua para cada 1/2 kg de espaguetti, junte o sal grosso e tampe para economizar o gas.
Numa frigideira grande aquecida, deite o azeite de oliva, um dente de alho bem amassado, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Dessalgue o bacalhau do Porto na &aacute;gua gelada j&aacute; em lascas, por pelo menos 24 horas, trocando de &aacute;gua.</p>
<p align="justify">Enquanto ferve cinco litros de &aacute;gua para cada 1/2 kg de espaguetti, junte o sal grosso e tampe para economizar o gas.</p>
<p align="justify">Numa frigideira grande aquecida, deite o azeite de oliva, um dente de alho bem amassado, e doure o bacalhau em fogo bem forte. Cuidado para n&atilde;o esfriar a frigideira desidratando ainda mais o pescado.</p>
<p align="justify">Dois piment&otilde;es vermelhos e um amarelo levados ao fogo alto at&eacute; queimar toda a pele, depois na &aacute;gua fria, retire toda a pele queimada e corte em tiras disformes. Tempere com sal, azeite,oregano e reserve.</p>
<p align="justify">Corte alcaparras pela metade e as aque&ccedil;a em azeite na hora de servir.</p>
<p align="justify">Cozinhe al dente o espaguetti, escorra deixando a massa bem &uacute;mida, coloque na travessa e junte as lascas do bacalhau ainda quentes, adicione as tiras dos piment&otilde;es. Revolva tudo delicadamente. Regue com bastante azeite de oliva e despeje por cima as alcaparras.</p>
<p align="justify">Moa a pimenta do reino e fa&ccedil;a gra&ccedil;a com salsinhas&nbsp;picadas bem fininhas.</p>
<p align="justify">&Eacute; de arrasar.</p>
<p align="center"><img height="241" alt="" src="http://carlosgiordano.blog.terra.com.br/files/2007/04/p7300140.jpg" width="378" /></p>
<p align="left">Se quiser, aprecie com um tinto encorpado. </p>
<p align="left">Ningu&eacute;m reclama.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Tagliatelli al sugo</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Sep 2006 18:46:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fogão de lenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Na casa da Mama &#233; assim.
Aos domingos seguimos na velha rotina do telefonema combinando o card&#225;pio, o stress de chegar sempre atrasado para o almo&#231;o, terminar os pratos que Dona Mara preparou, aperitivar, colocar a mesa e fartar-se cada qual na sua posi&#231;&#227;o&#160;&#224; mesa.
&#192;s vezes o card&#225;pio &#233; simples.
Tagliatelli al sugo servido com muito carinho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na casa da Mama &eacute; assim.</p>
<p align="justify">Aos domingos seguimos na velha rotina do telefonema combinando o card&aacute;pio, o stress de chegar sempre atrasado para o almo&ccedil;o, terminar os pratos que Dona Mara preparou, aperitivar, colocar a mesa e fartar-se cada qual na sua posi&ccedil;&atilde;o&nbsp;&agrave; mesa.</p>
<p align="justify">&Agrave;s vezes o card&aacute;pio &eacute; simples.</p>
<p align="center"><strong>Tagliatelli al sugo servido com muito carinho.</strong> </p>
<p align="justify">Fa&ccedil;a a massa com ovos, abra bem fina, enrole com a farinha polvilhada e corte com a faca com largura de um dedo.</p>
<p align="justify">Pindure no varal, deixe secar enquanto ferve generosa&nbsp;quantidadde de &aacute;gua com sal.</p>
<p align="justify">Cozinhe a massa al dente, junte o tomate ralado, peneirado e perfumado com bom azeite de oliva e pouco alho. Adicione pimenta do reino mo&iacute;da na hora, folhas de mangeric&atilde;o e aquele parmeggiano ralado por cima.</p>
<p align="justify">Fica assim.</p>
<p align="center"><img height="243" alt="" src="http://carlosgiordano.blog.terra.com.br/files/2007/04/p7300138.jpg" width="352" /></p>
<p align="justify">Auguri per tutta famiglia.</p>
<p align="justify">Aproveite que n&atilde;o passa de R$10,00 e encanta a todos.</p>
<p align="justify">O vinho pode ser um Chianti mesmo.</p>
<p align="justify">Se tiver d&uacute;vidas, me ligue.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Escola</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Aug 2006 13:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A ESCOLA 
Carlos Giordano Jr.

&#160;&#160;&#160;&#160; Em 1969 estava estudando em um dos melhores Institutos de Ensino do Estado. A estrutura f&#237;sica era incr&#237;vel, pois disp&#250;nhamos de salas de desenho, artes, ci&#234;ncias, biologia, biblioteca e teatro com piano onde receb&#237;amos aulas de m&#250;sica, isso tudo por conta do desejo de ter em seus filhos a realiza&#231;&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>A ESCOLA</strong> </p>
<p align="right">Carlos Giordano Jr.</p>
<p align="justify">
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1969 estava estudando em um dos melhores Institutos de Ensino do Estado. A estrutura f&iacute;sica era incr&iacute;vel, pois disp&uacute;nhamos de salas de desenho, artes, ci&ecirc;ncias, biologia, biblioteca e teatro com piano onde receb&iacute;amos aulas de m&uacute;sica, isso tudo por conta do desejo de ter em seus filhos a realiza&ccedil;&atilde;o do objetivo educacional, elaborado pelo eficiente corpo docente daquela Institui&ccedil;&atilde;o, qual seja o de preparar o aluno para sofrer menos na vida. </p>
<p align="justify">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa mesma &eacute;poca, embora muitos duvidassem, Neil Armstrong tinha ido dar um passeio na Lua, e eu aqui na Terra passeava tranq&uuml;ilamente a caminho da escola. Morava na Treze de Maio, em frente ao &ldquo;Para&iacute;so das Cabras&rdquo;, imenso terreno baldio, onde caprinos pastavam docemente, comendo restos da feira-livre do s&aacute;bado. Naquele local tamb&eacute;m se instalava anualmente o Circo &ldquo;Orlando Orfey&rdquo;, para o del&iacute;rio da garotada. A p&eacute;, descia a Treze de Maio, virava a Visconde do Rio Branco rumo ao Palmeirinhas, passava perto da casa da Ol&iacute;via Car&ccedil;uda, l&aacute; da fam&iacute;lia dos &ldquo;pol&ocirc;ne&rdquo;, onde desaguava o esgoto que vinha do Campo do XV, que f&ocirc;ra constru&iacute;do onde dantes houvera um lindo bosque silvestre, o qual era cortado por um buc&oacute;lico fio d&rsquo;&aacute;gua, que ent&atilde;o canalizado por conta da constru&ccedil;&atilde;o do est&aacute;dio, ia dar a c&eacute;u aberto justamente na casa da Ol&iacute;via, onde ca&ccedil;&aacute;vamos guar&uacute;, com a inten&ccedil;&atilde;o abomin&aacute;vel de com&ecirc;-los vivos para aprendermos a nadar. Era o folclore. E, seguia virando a Rua S&atilde;o Jos&eacute; at&eacute; a Alfredo Guedes, passando pela f&aacute;brica de balas &ldquo;Ber&eacute;&rdquo;, depois, logo na esquina, um cheiro delicioso de caf&eacute; perfumava todo o bairro, cheiro este vindo da torrefa&ccedil;&atilde;o do famoso Caf&eacute; Morro Grande. E, antes de cortar caminho pela pracinha da Igreja Bom Jesus me deliciava com a possibilidade de ganhar uma bolacha de algum funcion&aacute;rio num dos vitr&ocirc;s da f&aacute;brica J&uacute;piter, que funcionava ali no largo, ao lado da f&aacute;brica de Macarr&atilde;o Aurora, que era do mesmo dono. E, mais uma quadra, chegava no port&atilde;o da Rua Bom Jesus j&aacute; no Sud, aproximadamente quinze minutos depois de sair de casa. Na volta o mesmo percurso, s&oacute; que com a barriga roncando de fome. </p>
<p align="justify">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Agrave;s vezes meu Pai ia buscar-nos com seu DKW 1967, motor de dois tempos, fedendo &oacute;leo queimado&#8230;coisa muito boa. Levava uns dezesseis minutos de viagem para chegarmos em casa! </p>
<p align="justify">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas, minha primeira experi&ecirc;ncia que me fez sentir o peso da vergonha e o calor do sangue enrubescendo a face, foi quando depois de um daqueles copos de leite, senti aquela vontade insuport&aacute;vel de cagar. Era crian&ccedil;a ainda. Sei que corri para o banheiro que ficava ao lado da sala de aula, tinham dois, masculino e feminino, e para meu sufoco, encontrei-os ambos fechados, em uso. Bati, pedi, implorei, chorei, e quieto caguei. Caguei em mim mesmo, nas cal&ccedil;as, nas pernas, no corpo. Caguei nas risadas dos colegas, na cara da professora, que n&atilde;o sabia se me limpava ou se me expulsava da sala. Caguei no choro do&iacute;do e sentido de crian&ccedil;a abandonada, ali no canto, s&oacute;, triste, fedido e cagado. Que vergonha! Foi legal. </p>
<p align="justify">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gra&ccedil;as a Deus nunca me chamaram de cag&atilde;o.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>
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		<title>Viajando na realidade</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Aug 2006 01:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giordanocarlos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fala pra mim]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajando na realidade
Rafaela Giordano
As drogas existem, apesar de serem proibidas pela legisla&#231;&#227;o e pela sociedade, num momento em que o Governo retoma o assunto, tentando mudar seus conceitos, estudando a possibilidade de liberar seu uso. De um modo geral, a encontramos nos mais diferentes lugares e com freq&#252;&#234;ncia regular. Dando uma falsa sensa&#231;&#227;o de prazer, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Viajando na realidade</strong></p>
<p align="right"><strong>Rafaela Giordano</strong></p>
<p align="justify">As drogas existem, apesar de serem proibidas pela legisla&ccedil;&atilde;o e pela sociedade, num momento em que o Governo retoma o assunto, tentando mudar seus conceitos, estudando a possibilidade de liberar seu uso. De um modo geral, a encontramos nos mais diferentes lugares e com freq&uuml;&ecirc;ncia regular. Dando uma falsa sensa&ccedil;&atilde;o de prazer, ela est&aacute; em companhia principalmente de jovens e de crian&ccedil;as nas festas, nas escolas, nas ruas, e at&eacute; mesmo dentro de casa levando ao v&iacute;cio, a dor e em algumas vezes &agrave; morte.</p>
<p align="justify">&nbsp;<br />Com a suposta libera&ccedil;&atilde;o de seu uso, os drogados ficariam mais &agrave; vontade para consumir, teriam mais facilidade para comprar e possibilidade de usar com mais freq&uuml;&ecirc;ncia e em maior quantidade, levando-os a uma total depend&ecirc;ncia doentia. Os traficantes e os vendedores teriam que concorrer agora com o com&eacute;rcio legal, fazendo seus lucros diminu&iacute;rem at&eacute; ao ponto de abandonarem o neg&oacute;cio, o que seria muito bom, pois sem o dinheiro, n&atilde;o teriam como comprar armas, diminuindo a viol&ecirc;ncia urbana.</p>
<p align="justify">&nbsp;<br />O Governo poderia arrecadar com a libera&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos impostos gerados na comercializa&ccedil;&atilde;o das drogas, alegando investir esse dinheiro em recupera&ccedil;&atilde;o de drogados, nos centros de desintoxica&ccedil;&atilde;o, em medicamentos, em profissionaliza&ccedil;&atilde;o e outros. Por&eacute;m sabemos que isso n&atilde;o ir&aacute; acontecer. </p>
<p align="justify">Dentro de casa, no seio da fam&iacute;lia, aprovada a libera&ccedil;&atilde;o, os pais teriam dificuldades para argumentar com seus filhos sobre o uso das drogas, o que geraria mais um conflito entre eles. Filhos agora convictos de que o erro passou a ser aceito pelas autoridades, teriam bons motivos para defenderem seus fracassos. </p>
<p align="justify">Portanto, acreditamos que a libera&ccedil;&atilde;o do uso de drogas poder&aacute; agravar ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o no Pa&iacute;s, uma vez que, com a falsa promessa de liberdade do indiv&iacute;duo, os valores da fam&iacute;lia e da sociedade seriam derrotados por for&ccedil;a de uma proposta infundada e injustific&aacute;vel. </p>
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