Na sombra de um coqueiro

Divirta-se com Causos, Crônicas, Poesias, Família, Fogão de lenha, No pé do coqueiro, Tocando a Tuba. (Vedada pelo autor a Criação de Obras Derivadas) Você não pode reproduzir, alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.

27.5.06

Bloqueadores de Celular

 VENDE-SE BLOQUEADORES SUPER EFICIENTES PARA CELULAR

01. Martelos e marretas: R$7,00 (para ferrar o celular)

02. Ácido sulfúrico: R$ 5,00 (para pingar no teclado)

03. Balde plástico com água salgada: R$3,00 (para mergulhar)

04. Seu Zé (desempregado) - R$300,00 por mês para vistoriar os visitantes dos presídios.

05. Retirar a bateria e devolver o aparelho - Grátis.

06. Rojão - R$3,50 (explodir na orelha do preso encontrado falando no celular)

07. Pedaço de pau - grátis (para moer a cabeça dos advogados de porta de cadeia)

08. Cutelo - R$15,00 (para cortar a mão dos corrúptos)

09. Afiador de cutelo - R$10,00 (vai precisar muito)

criado por giordanocarlos    10:19 — Arquivado em: Tocando a Tuba

3.5.06

Brasil - Bolívia - E agora Mané?

Brasil - Bolívia - E agora Mané?

Carlos Giordano Jr.

Infelizmente quem acreditou mais uma vez no governo, se deu muito mal.

 Mas eu diria muito mais… Aquele que trasnformou sua indústria, expondo sua necessidade de energia primária às ofertas de outro país, entregou seu sonho ao demônio. Claro, uma verdadeira estupidez…

Investimento administrado pela poderosa Petrobrás de 1 bilhão de dólares de nosso parco dinheirinho, numa aventura patética de investimento de risco absoluto, num país totalmente instável politicamente.

E, quem transformou seu carro para o gás??? Deveria se envergonhar de não acreditar na nossa fonte renovável de energia.

Coitado daquele que conseguiu financiamento para instalar GNV no seu Posto de Gasolina??? Vai pagar com a alma agora.

De quem é a culpa?

Do presidente "sabe nada", dos corruptos de plantão, dos oportunistas Bolivianos, dos interesses internacionais, da sociedade de consumo, da falta de informação ou da imbecilidade do povo brasileiro que se sujeita a caminhar sem direção para um rumo totalmente equivocado? Povo que acredita em saci-pererê, mula sem cabeça, papai noel, coelhinho da páscoa, expõe seu destino ao fracasso.

Eu, de minha parte, humildemente, acredito nas minhas convicções, acredito em Deus como meu único Salvador, acredito em Seu Plano Divino de felicidade, tendo como estrutura de base unicamente o amor direcionado ao nosso irmão. Acredito ainda na possibilidade de nos libertarmos das correntes massivas de pensamento enlatado, de opiniões estúpidas de revistas semanais que visam somente a especulação do sofrimento social. Acredito fazer de meus filhos, homens de verdade, justos e honestos, com moral intocável, soldados da razão e escravos do bom senso. Sonho muito com o dia em que nossas instituições serão fortalecidas pelo comprometimento do querer comum, básico, simples, mas humanamente necessário de nossos governantes. Acredito exclusivamente na capacidade de transformação de uma sociedade pelo investimento maciço na educação de seu povo, dando-lhes liberdade de pensamento e voz para gritar por seus anseios.

Espero que, ao experimentarmos o gosto amargo de mais esse presente, possamos nortear nossas futuras decisões nos direcionando para um final feliz.

criado por giordanocarlos    8:31 — Arquivado em: Crônicas, Tocando a Tuba

21.4.06

SABORES DA ITÁLIA – pasta alla Giordanesca

GASTRONOMIA

SABORES DA ITÁLIA – pasta alla Giordanesca

Carlos Giordano

“L’alimento pio famoso della nostra tradizione gastronomica trattato da un esperto dell’Accademia Italiana della Cucina. Tutti i tipi di pasta, di ricettari vechi e antichi, familiari e borguesi, nobili e contadini, daí più comuni ai più inconsueti, com una grande varietá di salse e condimenti a base di verdure, formaggi, uova, pesce e carne”.

Essa deveria ser a introdução para este artigo, escrita por Franco Marenghi, (Secretário Nacional da Academia Italiana de Cozinha) se referindo a minha excepcional capacidade em criar e elaborar pratos à base do receituário tradicional italiano (delírios à parte).

Entre as heranças mais queridas que recebi de meu pai, foi sem dúvida, o gosto pela culinária. E, isso graças a tradição de festejar sempre o Domingo. Dia em que Nonnas e Mammas, perdidas no tempo, desde cedinho, estavam no pé do fogão, como Vó Zelinda e Vó Nena o faziam, preparando a deliciosa macarronada, com o ragu elaborado em horas e horas de cozimento para atingir gosto, cor e consistência adequados. Enquanto isso, na rua, o Pappa se encarregava de providenciar o pão, o gorgonzola, e o vinho.

À mesa, nos reuníamos para promovermos a amizade entre a famiglia, fortalecermos nossos elos, trocarmos experiências, recebermos orientações dos pais, e finalmente para apurarmos nosso paladar, degustando o banquete.

Essa tradição tem origem no final do século passado, ocasião em que, com a libertação dos escravos, os Barões do Café, grandes latifundiários da época, se viram obrigados a alcançar na crise de miséria que assolava a Itália, mão de obra forte, treinada, servil e barata.

O êxodo italiano, que durou mais ou menos vinte anos, trouxe para o Brasil nada mais do que um milhão de italianos, que vislumbrando o Eldorado Americano, esperavam alcançar melhoria na qualidade de vida de suas famílias. Pelo contrato firmado entre colonos e fazendeiros, os imigrantes tinham a possibilidade de cultivar feijão e milho entre as fileiras do cafezal, tirando dali o sustento para a família e ainda forçando economias para a realização do sonho de possuírem terras próprias. E, para que a vida fosse encarada com muito mais alegria, as festas, a língua, as tradições e os costumes originais eram mantidos por força da necessidade de poderem unir todo o grupo, mantendo-os nesse sonho, mas ligados com o país de origem.

Com muita luta, sacrifícios e muita economia, a grande maioria conseguiu tirar daquela vida simples o que viriam a ser verdadeiras fortunas para seus descendentes.

A minha fortuna seria a cozinha.

Meu Pappa nos deu o caminho, levando-nos à cozinha desde crianças, eu e meu irmão.

Começamos com Gnocchi. Cozinhando batatas, misturávamos com farinha de trigo, gemas de ovos, sal e óleo. Ao enrolarmos a massa bem fininha, a festa ficava por conta da disputa em cortá-la em pedacinhos, para ver quem era o mais rápido. Com o caldeirão cheio d’água fervendo, meu pai ia cozinhando até o nhoque subir, flutuar, dando o sinal de que estava al dente. Pronto, servia com molho de tomates cozidos bem no ponto.

A lasanha veio por curiosidade. Vendo abrir a massa, cortar, cozinhar, e finalmente montar a assadeira, intercalando massa, molho branco, presunto, mussarela, molho à bolognesa e por cima, parmesão ralado, azeite e orégano. Do forno, para gratinar, ia direto à mesa, para delírio da torcida.

Dona Mara, minha mãe, gostava de fazer pizza de sardinha com molho vermelho, mussarela e orégano em assadeiras retangulares. Só mais tarde descobrimos que as combinações de coberturas da pizza eram ilimitadas. A massa era fina e crocante, aberta no rolo em cima do balcão da pia.

O talharini era feito numa antiga máquina de massas e colocados ao Sol para secar. Dona Mara, depois de muito tempo, jogou-a fora, vencida pelos práticos pacotes de macarrão à venda no mercado.

Aprender a cozinhar foi no início uma curiosidade, passando por necessidade, conforme a idade avançava, e depois por puro prazer. Meus primeiros pratos não eram muito bonitos, porém as “cobaias” sempre elogiavam, para talvez manterem vivo meu interesse.

Estudei, copiei, criei e finalmente aprendi a me virar no fogão. Até que, quando percebi, estava cozinhando para mais de mil pessoas, numa “Noite Italiana” no clube Cristóvão Colombo, tendo no cardápio: Lasanha, Caneloni e Rondeli. Ninguém morreu! Pelo menos lá dentro.

E, fica de presente para todos o prato criado por este humilde aprendiz:

Pasta alla Giordanesca

500g de massa caseira tipo talharini (feita com mix de grano duro e ovos). 150g de pancetta italiana (a Ceratti tem nacional e muito boa) 30g de pinoli (ou nozes) 80g de tomates secos (a Raiola oferece de boa qualidade) 30g de uvas passas pretas 2 dentes de alho espremidos 50ml de azeite de oliva extra virgem 2 xícaras de creme de leite fresco Pimenta do reino moída na hora Parmigiano Reggiano (da Parmalat serve) Sal

Pasta: (Imprima e guarde para sempre)

Coloque 300g de farinha de grano duro, 100g de farinha de trigo fina numa superfície lisa e faça uma depressão no meio. Acrescente 4 ovos e uma pitada de sal. Com o garfo, vá misturando tudo até que possa trabalhar a massa com as mãos. Depois de amassar por 15 minutos, verifique se está lisa e uniforme. Faça uma bolota e embrulhe em papel de alumínio ou cubra com plástico, deixando descansar por 20 minutos. Corte na espessura de um dedo e achate-os com as mãos polvilhando farinha. Abra a massa no cilindro liso e corte no de talharini. (Dá 500g)

Salse: (molho)

Deite o azeite em frigideira quente e doure o alho espremido. Retire o alho e despreze-o. Corte a pancetta em cubos pequenos e deixe fritando até dourarem. É conveniente, se quiser, retirar um pouco da gordura. Junte o pinoli, as passas e os tomates secos cortados em pedaços e deixe tomando gosto por 3 minutos. Acrescente o creme de leite, mexendo até esquentar a mistura.(não ferva) Moa a pimenta do reino por cima. Não coloque sal. (a pancetta e o tomate já são levemente salgados)

Labore: (trabalho)

Num caldeirão coloque 5 litros de água e deixe ferver. Não coloque óleo, pois o óleo impermeabiliza a pasta não permitindo que a mesma absorva o gosto do molho. Coloque um pouco de sal. Junte a pasta e cozinhe por cerca de 5 minutos até que fique al dente (levemente resistente à mordida). Não há nada pior no mundo do que pastela de pasta! Escorra e deixe um pouquinho da água no fundo da panela, para que ao sair o vapor não seque a massa. Coloque numa travessa refratária e cubra com o molho. Salpique parmesão ralado na hora e sirva imediatamente.

Dá 6 porções médias.

Buon appetito! Ciau bello…

Carlos Giordano é amante da gastronomia

criado por giordanocarlos    18:20 — Arquivado em: Fogão de lenha, Tocando a Tuba

1.4.06

Passeata

Passeata - Autor desconhecido

Enviado por meu amigo Alvaro.

Cenário: "Pai trabalhador e filho estudante dentro do carro a caminho da escola"

Filho: Pai, já que roubaram o som do carro vamos conversar um pouco? Pai: Claro filho

Filho: Pai, o que é inclusão social? Pai: Bom filho, é que muitas pessoas têm muito e outras nada têm, a inclusão consiste em dar direitos iguais a todos.

Filho: Ah tá, os integrantes do MST são um exemplo de excluídos né? Pai: Isso filho.

Filho: Pai, o que eu devo ser quando crescer? Pai: Bom, primeiro escolha uma profissão que você goste, depois estude muito, mas muito mesmo e depois trabalhe muito mais, dia e noite, só assim você será alguém na vida. (Atrasados para a escola, o pai pára sobre a faixa de pedestres e é multado, além de ser maltratado pelo policial).

Filho: Pai, o que houve? Pai: Fomos multados filho

Filho: Mas por que? Pai: Porque estávamos bloqueando a passagem filho. (Um pouco adiante o trânsito pára, a marcha do MST está passando).

Filho: Pai, por que eles estão bloqueando nosso caminho? Pai: É a marca do MST filho.

Filho: Ah tá, e aqueles policiais estão multando eles né? Pai: Não filho, estão escoltando eles.

Filho: Ué, mas nós estávamos bloqueando a passagem e fomos multados e maltratados, e eles estão bloqueando tudo e são escoltados? Pai: (silêncio)

Filho: E o que é aquilo ali? Pai: É o refeitório deles.

Filho: Ah sei, lá eles gastam aqueles vales-refeição igual ao seu,que a pessoa ganha da empresa na qual trabalha. Pai: Não filho, o governo paga a alimentação pra eles.

Filho: Ué, e por que não paga pra você também? Pai: (silêncio)

Filho: E aquela ambulância lá? Ah já sei, é por causa do plano de saúde que eles pagam né, como você, paga pra poder ter assistência médica né? Pai: Não filho, eles não pagam plano de saúde.

Filho: Ué, não entendi. Pai: É o governo que está pagando essas ambulâncias que você está vendo.

Filho: E por que você paga plano de saúde então? Pai: (silêncio)

Filho: Por que a maioria deles está com rádio? Pai: Porque o governo doou 10.000 radinhos pra eles se comunicarem.

Filho: Pô e a gente sem som no carro, e você fala que precisa trabalhar pra comprar outro, vamos pedir pro governo então. Pai: Eles não nos dariam filho.

Filho: Ah, já sei. Você reclama que paga 40% de tudo que ganha pro governo, mas com certeza eles pagam muito mais né? Eles têm todas essas regalias. Pai: Não filho, eles não pagam nada.

Filho: Como assim? Pai: (pensativo, em silêncio).

Filho: Pai quero parar pra falar com eles. Pai: Não adianta filho, eles só falam através de assessor de imprensa.

Filho: Que legal, vamos contratar um assessor de imprensa pra nós pai? Pai:

Filho isso é muito caro, eu precisaria trabalhar o triplo do que trabalho pra poder pagar um assessor de imprensa.

Filho: Mas eles nem trabalham e têm? Pai: Mas é o governo que paga filho.

Filho: Pai, não foram eles que invadiram um prédio público e fizeram a maior bagunça? Pai: Foram sim, filho

Filho: E o que aconteceu com eles? Pai: Nada filho

Filho: E por que eu fiquei de castigo e levei uma baita bronca porque quebrei a lâmpada do poste jogando bola. Pai: Porque você tem que cuidar e respeitar o patrimônio público filho.

Filho: E eles não precisam? Pai: (silêncio) Filho: Pai vamos com eles? Pai: Claro que não filho, você precisa estudar e eu preciso trabalhar.

Filho: O QUÊ? PODE PARAR! EU VOU COM ELES. APRENDI QUE OS EXCLUÍDOS SOMOS NÓS. QUERO MINHA INCLUSÃO JÁ!! (desce do carro e se junta à passeata). Pai: (silêncio …).

No começo o diálogo é engraçado, mas depois… Faça um exercício de reflexão e se imagine tendo que explicar essas coisas pro seu filho: Você não se envergonharia dessa situação? Você não se sente enganado, roubado e humilhado por estes políticos corruptos que nos governam? Você já parou pra pensar que nós trabalhamos + - 4 meses por ano só pra pagar, impostos? Talvez a única alternativa para mudarmos essa situação,seja participando nas eleições com um voto mais consciente e comprometido… Então até a próxima eleição, Combinado?

criado por giordanocarlos    17:13 — Arquivado em: Fala pra mim, Tocando a Tuba

25.3.06

Visão de governo popular

Do anarquista russo do século 19

Mikhail Bakunin

 "Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: O governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana."

criado por giordanocarlos    7:43 — Arquivado em: Tocando a Tuba

18.3.06

Viva o Povo Brasileiro!!!

Bom dia,

Pense nisso…

OS VITORIOSOS COMEMORAM E OS DERROTADOS SE JUSTIFICAM.

Em Brasilia todos se justificam…

Principalmente o Lula.

Não há o que comemorar. Não há vitórias.

Infelizmente.

 

Porém…

Nós vamos juntos comemorar muito na próxima eleição.

Viva o povo vivo brasileiro!!!

 

 DEIXE REGISTRADO AQUI A SUA OPINIÃO…

criado por giordanocarlos    0:19 — Arquivado em: Tocando a Tuba

16.3.06

Filhos do Brasil, acordem!!!

Acorda gente!

É uma pena que nosso presidente não pode ser informado da grande oportunidade que estaria tendo de reverter a situação, mundando o curso da história e mostrando ao povo brasileiro a sua própria verdade, sem máscaras, sem hipocrisia.

Que pena.

Que pena.

Que pena.

Tô com saudades do tempo antigo.

Esse nosso tempo já tá estragado.

O futuro tá sendo queimado no nosso presente.

Acorda gente!!!

Estamos esperando que alguém limpe o vómito lançado sobre a notícia do jornal?

Pelo amor de nossos filhos.

Filhos da Pátria.

Filhos do Brasil.

Socorro!

criado por giordanocarlos    23:04 — Arquivado em: Tocando a Tuba

10.3.06

Médico para trabalhar em Brasília.

 

Especialista visita Brasília e promete curar todos os males do Planalto.

Convidei esse médico para visitar o Lula, quem sabe ele cura Cleptomania.

Mas já garantiu que não pode curar peso na consciência de quem não tem consciência.

Se alguém tem problemas que não estejam listados, procure outro médico. Afinal ninguém é perfeito.

criado por giordanocarlos    8:27 — Arquivado em: Tocando a Tuba

23.2.06

Na pizzaria do Lula…

NA PIZZARIA DO LULA - Carlos Giordano Jr.

Não é sempre que passo por lá. Mas quando tem promoção, eu não resisto.

Lugar de famosos intelectuais barbudos, passou a ser ponto de encontro para bate papos sobre tudo o que se passa neste próspero e desesperado país.

O pizzaiolo, anfitrião simpático e também barbudo é o próprio que deu nome ao local. Ontem tinha destaque o cartaz na porta: “Pizza BMG” – Pague uma e leve 5.

- Ô Lula, ocê exagerou nesse cartaz.

- Que nada, a maioria lê e nem se dá conta. E emendou… - Você nem acredita, mas é o segundo que notou. Vendi uma pra um tal de Neto, e o cara tava meio puto. Acho que ele não gostou do recheio.

- Claro Lula, quem experimenta, é certeza ter uma enorme indigestão.

- Que vai querer?

- Desce uma gelada aqui no balcão, por enquanto.

- É agora mesmo, patrão, e se quiser senta e vai aperitivando aí no banco da Rural. Quase se matando de rir, me apontou um banco velho, todo roto, que colocara propositadamente ali no canto do salão, junto com o corotinho de cachaça.

A turma tava lá e a prosa era essa…

- Vocês acham que o presidente não sabia?

- Dá licença, bicho. Deu com uma mão, tirou com cinco.

O Dirceuzinho, já com umas na cabeça, tava meio chateado com a discussão e foi logo metendo o bedelho…

- Eu falei pra vocês… Ano passado, lá na rua do comércio, tinham umas mil pessoas caçando os velhinhos do INSS, pra emprestar dinheiro pra eles. Eram todos da turma do BMG. Nunca vi tanto assédio, parecia que o dinheiro nascia como mato.

- Ta certo, coitados desses aposentados. Agora tão devendo mais do que podiam.

- Claro, foram enganados pela maioria. Como sempre.

- Agora vocês viram de onde veio essa dinheirama toda? 390 milhões dos fundos de pensão da Petros, Funcef e outros, que apresentaram grandes perdas ano passado.

- Dinheiro do povo, que volta pro povo agora como dívida. Emendou um aposentado que tava quase morrendo sentadinho no banco da Rural.

- Burro! Exclamou um bêbado caindo perto da porta do banheiro.

- Ainda puseram a culpa naquele careca, que conseguiu emprestar 55 milhões do BMG com garantia do Genú, que assinou sem ler e, portanto não precisa responder.

Tinha um barbudo quebrado que perdeu tudo no ano passado, comentando:

- Eu falei lá no Banco que eu tinha assinado sem ler. Eles me executaram. Pra mim não colou.

- Burro! Gritou de novo o bêbado xarope.

- Ê Lula, onde ocê tava, vai demorar pra começar o serviço?

- To indo, calma, é que eu saí um pouco. Fui mandar um barro lá fora.

- Faz uma do U2 pra viagem. Pago caro, mas eu prefiro.

criado por giordanocarlos    8:02 — Arquivado em: Crônicas, Tocando a Tuba

18.2.06

No bar com o Lula…

NO BAR COM O PRESIDENTE - Carlos Giordano Jr.

- Lula, o povo quer emprego!

- Mas, companheiro, para conseguir emprego, é preciso se capacitar. Afinal, as empresas ao contratarem, têm que receber aquilo que o funcionário tem para oferecer. Se eles não se instruem, nunca poderão crescer profissionalmente.

- Certo presidente. Sempre sonhei ouvir isso do Senhor.

- E digo mais companheiro… Vou parar com essas viagens absurdas que andei fazendo, e vou me dedicar à causa operária.. Afinal eu prometi os 10 milhões de empregos, né?

- Ô Lula, a PUC demitiu mais de 450 nesses últimos dias.

- No fundo, a culpa é minha. Eu devia ter investido na educação do povo brasileiro.

- Mas Lula, onde você estava?

- Eu viajei uns dias… Só que no fundo gostaria de ter investido uma boa parte do orçamento no ensino público. Dando educação, o brasileiro se capacita a trabalhar, e trabalhando ele progride levando o país pra frente.

- Isso é muito bom presidente. Ê Zé dá mais uma aí!!!

- Pois é, um sujeito me avisou que o brasileiro que recebe educação, pode cuidar de sua própria vida, não dependendo do governo para quase nada e o melhor de tudo é que ele, constrói sua própria casa, cuida da sua família com boa alimentação, e buscando um melhor padrão de vida, acaba melhorando seu poder de compra.

- E daí, presidente?

- O brasileiro que consome nossos produtos, faz girar a economia e por conta disso gera mais arrecadação de impostos. Entendeu?

- Ô Lula, no fundo todo mundo sabe disso.

- Com essa arrecadação, posso investir mais em pesquisas, educação e cultura para meu povo.

- E, o Senhor acha que isso colocaria o Brasil numa condição melhor?

- Tenho certeza, companheiro.

- Porque o Senhor não começa então?

- Começar o que mesmo?

- Primeiro, pra aproveitar o momento, o Senhor poderia intervir na PUC, declarando que aquela instituição passará a ser regida pelos interesses do povo brasileiro. Dizendo não aos interesses dos banqueiros que exploram cada vez mais a nossa própria ignorância. Bota os professores de volta para trabalhar. Depois, Lula, o senhor bota lá um monte de gente que está desesperada para estudar e não pode pagar. E te conto, não podem pagar, pois seus pais, por não terem tido oportunidade também de estudar, não conseguem um bom emprego para sustentar com dignidade suas famílias, dando estudo para os filhos serem alguém na vida.

- Zé, passa a régua. Tenho que falar com o ministro da educação.

- Tchau Lula, deixa que eu pago essa. Aproveita essa onda e estuda um pouco também, daí o senhor vai ver como melhorar a vida de muita gente.

 

Espero não ter sonhado isso…

Só com educação teremos dignidade.

Abaixo as demissões na PUC

Pelo fim do controle dos interesses das instituições bancárias.

Vamos juntos lutar pela necessidade do ensino público e gratuito.

criado por giordanocarlos    8:40 — Arquivado em: Tocando a Tuba

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