2.8.06
Carta à minha amiga Figueira
Carta à minha amiga Figueira
autora: Nathalia Giordano
12 anos
Desde que tudo começou, o mundo era mais bonito, havia mais árvores e flores.
O homem quis melhorar seu modo de vida e assim acabou agredindo a Natureza.
Vejam só no que deu:
“Querida Figueira”,
Espero que você esteja bem.
Aqui na Amazônia as coisas não vão nada bem. Tenho uma horrível notícia para te dar. A Dona Quaresmeira, nossa amiga, morreu. Cortaram-na para fazer papel.
Lembro que ela me contava daquele riozinho que passava ao lado de sua raiz. Perto dela, havia um povoado. As crianças iam sempre brincar naquele ribeirão.
Certo dia, uma indiazinha foi pegar mel num enxame que estava num dos galhos da Dona Quaresmeira e acabou se distraindo e se perdeu de seus amigos. Sem saber aonde ir, acabou passando a noite conversando com ela, sentada nas suas raízes até de manhã, quando seus amigos vieram buscá-la.
Depois disso, Dona Quaresmeira, lembrava dela com muito carinho, pois ela percebeu que aquela indiazinha era uma defensora da natureza.
Ela contava-me também dos animais que aproveitavam suas sombras para descansar e se proteger da chuva. As abelhas que levavam o pólen para sua colméia, estavam sempre alegrando o ambiente junto daquelas lindas flores.
Infelizmente, Dona Quaresmeira morreu muito triste e sem nenhuma esperança.
Aquele riozinho havia ficado muito poluído e sem nenhum sinal de vida. Acabou secando e fez com que o povoado acabasse indo embora para a cidade em busca de empregos e de uma vida melhor. Seus amiguinhos, os animais agora correm riscos de extinção por não terem proteção e nem refúgio. Algumas abelhinhas sumiram, pois as flores que moravam embaixo dela, secaram e as outras foram pegas e levadas pelo homem para o cativeiro, pois queriam uma produção maior de mel.
Antes de morrer ainda me disse que soube que em algumas cidades já existe escassez de água, pelo desperdício do homem, e que depois disso começaram a buscar água no subsolo.
- E se acabar a água do subsolo também, como iriam viver? Perguntava ela para si mesma.
Ai, ai, amiga Figueira, reze por mim, para não ter o mesmo fim da Quaresmeira… Uma folha de papel para o homem desperdiçar e acabar nos matando a todas para fazer ainda mais.
Imagino que você também está muito preocupada com tudo isso.
Te amo muito e boa sorte na busca da sua sobrevivência.
Beijos,
Sua amiga,
Arvorinda


criado por giordanocarlos
22:45 — Arquivado em:
Comentário por Nathália — 3.8.06 @ 13:17
Aii minha redação de escola!
xDD
Sobre o meio ambiente!
hehehehe
Dona Quaresmeira…
heheheh
BeeijO
Ná
Comentário por Robert Saeta — 4.8.06 @ 15:07
Nathalia
Muito legal a sua redaçao. Gostei bastante.
Continue escrevendo e praticando para que mais pessoas possam ouvir a sua mensagem
Agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura!
Vamos ser parte da historia futura, mudando o nosso dia a dia.
Bejao
Saeta
Comentário por Maria Lúcia — 7.8.06 @ 15:29
Ná!
Sua estória é muito criativa e como sempre digo você é cheia de imaginação e escreve tão bem quanto o papai!!!
Milhões de beijos e continue escrevendo!
Mamys