Na sombra de um coqueiro

Divirta-se com Causos, Crônicas, Poesias, Família, Fogão de lenha, No pé do coqueiro, Tocando a Tuba. (Vedada pelo autor a Criação de Obras Derivadas) Você não pode reproduzir, alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.

9.7.06

Se sim, sim

Se sim, sim.

Carlos Giordano                                                                       Inverno 2006

 

Se sim eu dou, senão eu parto

E reparto o gosto amargo do meu ego

Que sente e ressente pelos excessos

De razão daquilo que nunca foi

 

Se sim, eu vou, senão ficarei por aqui

Por onde se abre o caminho

Que a luz tão clara deixa pista

Dos dias que ainda raiarão em festa

 

Se sim eu faço, senão quiçá

Realizar o plano de querer talvez

Alegre vida de quem não quis

Depender de outrem para ser feliz

 

Se sim eu rio, senão somente sinto

O desejo de seguir contente

Na esperança que ameniza o choro

Sobre as pedras que não pisaria

 

Se sim eu amo, senão também

Coração que canta sem dor

Contempla os frutos doces da estação

Que de floradas lindas resultou

 

Se sim, eu experimento, senão refugo

O suor da lida que presenteia o dia

Com a força do destino que se faz

Mudar o pranto, trazendo a paz

 

Se sim, eu sigo, senão rebato

Vou de volta, seguro sob Seu olhar

Lutar os dias para ganhar as noites

E dormir o sono feliz de um ganhador

 

Amanhã, espero poder acordar e,

De novo lembrar de agradecer

O fato de ter podido

Simplesmente

Viver

criado por giordanocarlos    14:24 — Arquivado em: Poesias

1 Comentário »

  1. Comentário por Nathália — 13.7.06 @ 14:54

    Linda a Poesia!!
    Parabéns!!

    Amo Muito você!

    BeeeijãO

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