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RECEITA DE FRANGO COM WHISKY...
Enviada por Zeca Jordão
Ótima prá fazer em dias de festa.
Ingredientes:
- 01 garrafa de whisky - do bom claro!
- 01 frango de aproximadamente 02 quilos
- sal, pimenta e cheiro verde a gosto
- 350 ml de azeite de oliva extra virgem
- nozes moídas
Modo de preparar:
- pegue o frango
- beba um copo de whisky
- envolver o frango e temperá-lo com sal, pimenta cheiro verde a gosto.
Massagea-lo com azeite.
- pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos.
- Sirva-se de uma boa dose (caprichada) de whisky enquanto aguarda.
- colocar o frango em uma assadeira grande.
- Sirva-se de mais duas doses de whisky.
- axustar o terbostato na marca 3, e debois de uns binte binutos,botar para assassinar. - digu: assar a ave.
- Derrubar uma dose de whisky bedois de beia hora, formar abaertura e controlar a sssadura do frango.
- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose sarada de whisky.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, dane-se o vrango.
- Deixáááá´o filho da buta do pato no vorno por umas 4 horas.
- Tentar retirar o vrango do vorno.
- Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro .. de você, é claro.
-Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu.
- Begar o vrango que gaiu no jão e enxugar o filho da puta com o bano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois, avinal, você nem gosssssssssta muito dessa bosta mesmo.
- Bronto.
PS: Num vumita no vrango, garaio!!!!!
GASTRONOMIA
SABORES DA ITÁLIA – pasta alla Giordanesca
Carlos Giordano
“L’alimento pio famoso della nostra tradizione gastronomica trattato da un esperto dell’Accademia Italiana della Cucina. Tutti i tipi di pasta, di ricettari vechi e antichi, familiari e borguesi, nobili e contadini, daí più comuni ai più inconsueti, com una grande varietá di salse e condimenti a base di verdure, formaggi, uova, pesce e carne”.
Essa deveria ser a introdução para este artigo, escrita por Franco Marenghi, (Secretário Nacional da Academia Italiana de Cozinha) se referindo a minha excepcional capacidade em criar e elaborar pratos à base do receituário tradicional italiano (delírios à parte).
Entre as heranças mais queridas que recebi de meu pai, foi sem dúvida, o gosto pela culinária. E, isso graças a tradição de festejar sempre o Domingo. Dia em que Nonnas e Mammas, perdidas no tempo, desde cedinho, estavam no pé do fogão, como Vó Zelinda e Vó Nena o faziam, preparando a deliciosa macarronada, com o ragu elaborado em horas e horas de cozimento para atingir gosto, cor e consistência adequados. Enquanto isso, na rua, o Pappa se encarregava de providenciar o pão, o gorgonzola, e o vinho.
À mesa, nos reuníamos para promovermos a amizade entre a famiglia, fortalecermos nossos elos, trocarmos experiências, recebermos orientações dos pais, e finalmente para apurarmos nosso paladar, degustando o banquete.
Essa tradição tem origem no final do século passado, ocasião em que, com a libertação dos escravos, os Barões do Café, grandes latifundiários da época, se viram obrigados a alcançar na crise de miséria que assolava a Itália, mão de obra forte, treinada, servil e barata.
O êxodo italiano, que durou mais ou menos vinte anos, trouxe para o Brasil nada mais do que um milhão de italianos, que vislumbrando o Eldorado Americano, esperavam alcançar melhoria na qualidade de vida de suas famílias. Pelo contrato firmado entre colonos e fazendeiros, os imigrantes tinham a possibilidade de cultivar feijão e milho entre as fileiras do cafezal, tirando dali o sustento para a família e ainda forçando economias para a realização do sonho de possuírem terras próprias. E, para que a vida fosse encarada com muito mais alegria, as festas, a língua, as tradições e os costumes originais eram mantidos por força da necessidade de poderem unir todo o grupo, mantendo-os nesse sonho, mas ligados com o país de origem.
Com muita luta, sacrifícios e muita economia, a grande maioria conseguiu tirar daquela vida simples o que viriam a ser verdadeiras fortunas para seus descendentes.
A minha fortuna seria a cozinha.
Meu Pappa nos deu o caminho, levando-nos à cozinha desde crianças, eu e meu irmão.
Começamos com Gnocchi. Cozinhando batatas, misturávamos com farinha de trigo, gemas de ovos, sal e óleo. Ao enrolarmos a massa bem fininha, a festa ficava por conta da disputa em cortá-la em pedacinhos, para ver quem era o mais rápido. Com o caldeirão cheio d’água fervendo, meu pai ia cozinhando até o nhoque subir, flutuar, dando o sinal de que estava al dente. Pronto, servia com molho de tomates cozidos bem no ponto.
A lasanha veio por curiosidade. Vendo abrir a massa, cortar, cozinhar, e finalmente montar a assadeira, intercalando massa, molho branco, presunto, mussarela, molho à bolognesa e por cima, parmesão ralado, azeite e orégano. Do forno, para gratinar, ia direto à mesa, para delírio da torcida.
Dona Mara, minha mãe, gostava de fazer pizza de sardinha com molho vermelho, mussarela e orégano em assadeiras retangulares. Só mais tarde descobrimos que as combinações de coberturas da pizza eram ilimitadas. A massa era fina e crocante, aberta no rolo em cima do balcão da pia.
O talharini era feito numa antiga máquina de massas e colocados ao Sol para secar. Dona Mara, depois de muito tempo, jogou-a fora, vencida pelos práticos pacotes de macarrão à venda no mercado.
Aprender a cozinhar foi no início uma curiosidade, passando por necessidade, conforme a idade avançava, e depois por puro prazer. Meus primeiros pratos não eram muito bonitos, porém as “cobaias” sempre elogiavam, para talvez manterem vivo meu interesse.
Estudei, copiei, criei e finalmente aprendi a me virar no fogão. Até que, quando percebi, estava cozinhando para mais de mil pessoas, numa “Noite Italiana” no clube Cristóvão Colombo, tendo no cardápio: Lasanha, Caneloni e Rondeli. Ninguém morreu! Pelo menos lá dentro.
E, fica de presente para todos o prato criado por este humilde aprendiz:
Pasta alla Giordanesca
500g de massa caseira tipo talharini (feita com mix de grano duro e ovos). 150g de pancetta italiana (a Ceratti tem nacional e muito boa) 30g de pinoli (ou nozes) 80g de tomates secos (a Raiola oferece de boa qualidade) 30g de uvas passas pretas 2 dentes de alho espremidos 50ml de azeite de oliva extra virgem 2 xícaras de creme de leite fresco Pimenta do reino moída na hora Parmigiano Reggiano (da Parmalat serve) Sal
Pasta: (Imprima e guarde para sempre)
Coloque 300g de farinha de grano duro, 100g de farinha de trigo fina numa superfície lisa e faça uma depressão no meio. Acrescente 4 ovos e uma pitada de sal. Com o garfo, vá misturando tudo até que possa trabalhar a massa com as mãos. Depois de amassar por 15 minutos, verifique se está lisa e uniforme. Faça uma bolota e embrulhe em papel de alumínio ou cubra com plástico, deixando descansar por 20 minutos. Corte na espessura de um dedo e achate-os com as mãos polvilhando farinha. Abra a massa no cilindro liso e corte no de talharini. (Dá 500g)
Salse: (molho)
Deite o azeite em frigideira quente e doure o alho espremido. Retire o alho e despreze-o. Corte a pancetta em cubos pequenos e deixe fritando até dourarem. É conveniente, se quiser, retirar um pouco da gordura. Junte o pinoli, as passas e os tomates secos cortados em pedaços e deixe tomando gosto por 3 minutos. Acrescente o creme de leite, mexendo até esquentar a mistura.(não ferva) Moa a pimenta do reino por cima. Não coloque sal. (a pancetta e o tomate já são levemente salgados)
Labore: (trabalho)
Num caldeirão coloque 5 litros de água e deixe ferver. Não coloque óleo, pois o óleo impermeabiliza a pasta não permitindo que a mesma absorva o gosto do molho. Coloque um pouco de sal. Junte a pasta e cozinhe por cerca de 5 minutos até que fique al dente (levemente resistente à mordida). Não há nada pior no mundo do que pastela de pasta! Escorra e deixe um pouquinho da água no fundo da panela, para que ao sair o vapor não seque a massa. Coloque numa travessa refratária e cubra com o molho. Salpique parmesão ralado na hora e sirva imediatamente.
Dá 6 porções médias.
Buon appetito! Ciau bello...
Carlos Giordano é amante da gastronomia
GASTRONOMIA - SABORES DA ITÁLIA – pastas
Carlos Giordano
Queridos apreciadores da boa comida...
Para prepararmos o prato tradicional mais famoso da Itália, deveremos nos cercar de bons ingredientes, boas intenções, bastante tempo, muito desejo de agradar os amigos e, naturalmente, não nos esquecendo de convidarmos esses vorazes amigos para o banquete.
Para o preparo de massas italianas, existe todo um ritual, que se baseia na perfeita combinação entre o macarrão e o molho. A história nos conta que a origem da massa se deu na China. Trazida para a Europa por Marco Polo, teve a sorte de receber o perfume, a cor e o sabor dos ingredientes utilizados no preparo dos molhos à italiana.
O preparo dessas massas hoje, conhecidas internacionalmente, têm seu preparo efetuado com grandes variações regionais, mas a grande coincidência esbarra na determinação em prepará-la al dente, que significa (existem muitas dúvidas no Brasil) massa cozida resistente à mordida (al dente). Deve-se mastigar o macarrão, senti-lo na boca, quase duro e quase mole, mas sempre quente e servido rapidamente.
Lembrem-se: A MASSA NUNCA PODE ESPERAR. Não pode esperar, pois enquanto aguarda na travessa, continuará sendo cozida com o próprio calor fazendo-a passar do ponto.
Para que você nunca erre, grave esta seqüência:
1. Use panela grande (pode ser um caldeirão);
2. Muita água (1 litro/100g de massa) – essa água recebe o excedente de trigo da massa não deixando o macarrão grudar;
3. Ferver e adicionar sal grosso (JAMAIS COLOQUE ÓLEO NA ÁGUA – o óleo impermeabiliza a massa não permitindo que ela absorva o paladar do molho que você escolheu;
4. Acrescente o macarrão todo de uma só vez – não quebre nunca o espaguete (senão algum italiano poderá quebrar sua cara);
5. Tampe a panela e espere a água voltar a ferver;
6. Mexa com uma colher de pau, soltando o macarrão.
7. Depois de experimentar a textura, escorra, coloque o molho e sirva em seguida.
Dica 1: Se seus amigos ainda estiverem no antipasto e nas bebidas, cozinhe o macarrão, retire antes do ponto da água fervente com uma peneira, coloque-o em seguida na água fria e reserve. Quando seus convidados estiverem prontos para saboreá-lo, então, volte na água fervente por apenas mais 1 minuto, escorra novamente e sirva com seu molho.
Dica 2: Ao escorrer a massa, nunca seque demais, deixando sempre um mínimo possível de água no fundo da travessa, pois ao evaporar ela irá hidratar novamente a massa.
Na Accademia Italiana della Cucina um apaixonado estudante de gastronomia, dedicou um livro chamado TUTTOPASTA, aos amantes da massa, onde apresentou um estudo (muito bem elaborado nas diversas e distintas regiões da Itália), que nos presenteia com a indicação correta da relação de uso de um determinado tipo de molho para o específico tipo de pasta mais apropriada. Esse estudo, oriundo de muitas viagens e experiências nos ajuda a tirar o melhor proveito de cada prato.
Portanto, três são as famílias de pasta: Paste secche, fresche, e le paste ripiene.
Pasta sêca ou fresca ( longas ou curtas) e recheada.
Para: Longas: Spaguetti, fettuccine, bucatini, mafaldine, pappardelle, capelli d´angelo Use: Molhos: Com tomate fresco ou em lata; com verduras; legumes ou ervas aromáticas, com anchovas ou alho; com carne; com frutos do mar; com creme de leite; com queijos.
Para Curtas: Penne, conchiglioni, farfalle (gravatinha); tortiglioni, fusilli (parafuso); cavatappi (espiral), rigatone, lumache, orecchiette (orelhinha); vermicelli. Use: Molhos: À base de azeite de oliva, manteiga e queijo; com pimentas; com legumes; com tomates frescos ou sêcos.
Para: Recheadas: Ravioli, capeletti, caneloni. Use: Molhos: Leves; pouco condimentados; à base de queijo parmesão; de tomate ao sugo.
E vamos ao trabalho:
BUCATINI ALLA CARBONARA (para 4 pessoas) – super fácil 250g de macarrão tipo bucatini (é um espaguete furadinho por dentro) 200g de pancetta ou bacon cortado em cubinhos 3 colheres de sopa de azeite de oliva 1 colher de sopa de manteiga 1 gema 4 colheres de sopa de queijo pecorino ralado 2 colheres de parmesão ralado ½ colher de chá de sal pimenta do reino moída na hora ¼ de xícara de queijo parmesão ralado para polvilhar.
Prepare:
1.Massa: Cozinhe o macarrão conforme instrução acima (você já sabe de tudo) Não se esqueça – al dente
2.Molho: Numa frigideira, frite a pancetta ou o bacon no azeite de oliva e manteiga, até dourar. (cinco minutos) e reserve com ¼ de xícara da gordura da fritura. Numa tigela junte a gema, o pecorino, e o parmesão, o sal e a pimenta e bata num batedor de mão até misturar bem. Reserve.
3. Ao tirar o macarrão da água, transfira para uma tigela e adicione a mistura de gema e queijo com o ¼ de xícara da gordura, misture delicadamente com a massa, polvilhe com os pedaços de bacon fritos por cima junto com o parmesão ralado.
4. Receba com prazer todos os deliciosos elogios que irão te fazer.
Buon appetito! Ciau bello...
Carlos Giordano é amante da gastronomia
PÁSCOA: UM PRESENTE DE FELICIDADE
Carlos Giordano Júnior ________________________________________________________________________________________ Em toda vida nunca suspeitei da existência de Deus. Algumas vezes, estive mais distante Dele, mas felizmente, todas as vezes que isso aconteceu, tive a bondade de receber Sua Graça, me encontrando novamente a Seu lado.
Muitas pessoas têm dificuldade em se fortalecer na fé. Fé é crer, acreditar naquilo que não se vê, portanto quem precisa ver para crer...não tem fé. Sem fé não se vive, não se alcança aquilo que se deseja, não se encontra, não se admite, não se permite. Mas, o amor que vem de Deus permite. Deus simplesmente permite. Talvez seja essa a resposta que se procura para aquilo que nos cerca, e que quando não é aceito, duvida-se da Sua Existência.
Quem poderia ver Deus?
Acho que todos teriam capacidade, e lhes seria permitido...
Tomemos como exercício de possibilidade, tudo o que nos cerca. E, bem devagarinho, bem de mansinho, vamos nos permitir visualizarmos somente o que há de bom nas pessoas, suas mais remotas possibilidades de cultivarem o amor, a bondade, a fraternidade... Os objetos descartados do plano visual e emocional, guardados numa esfera puramente física e material, totalmente insignificantes, básicos... Àquilo que se vive, credite-se amor, respeito, carinho... Às plantas, aos animais, dêem oportunidades, permitam... Aos impuros, aos desesperançados, aos desgraçados, aos aleijados, aos assassinos, rumem olhares de afeto e percebam a vida em seus interiores, porque talvez o meio é que os tenha tornado o que são, e nós, certamente, somos parte desse meio... Aos atos, acrescente-se compaixão, amor e sinceridade... Olhe a vida, olhe a pureza da água, o calor do Sol, a certeza da Terra, o azul lá no Céu. O imenso amor da Criação. Olhe, sinta... E, aí, nesse instante veja em você a permissão de estar vivo, o ato de bondade infinita que o permitiu e ... terá visto Deus.
Viu Deus?
O que é Deus?
Deus é amor. Acreditando no amor, acreditará em Deus.
Para ficarmos felizes, Deus em sua infinita bondade e misericórdia, concedeu-nos um plano de vida: O Plano de Deus. Nesse Plano, Deus indicou-nos a possibilidade de alcançarmos o estado de felicidade. Permitiu-nos sermos felizes.
Mas, tudo parece tão simples, tão puro, tão fácil... Acontece, que o Homem, egoísta que é, imagina-se capaz de construir um plano melhor, mais cômodo, no qual o amor não é a linha mestre, criando inevitavelmente caminhos tendenciosos, levando à cobiça, à inveja, e à ganância.
Esse desvio de comportamento não é considerado pecado às vistas do Homem, portanto destrói toda e qualquer tentativa de realização plena de felicidade, pois o individualismo gerado aí, é um passo para transformar a fome e sede de justiça de muitos em guerra, e esta finalmente, à destruição desse plano. Por isso, o Homem se mata na carne. Seu espírito não habitará seu corpo. Não haverá risos. Só dor.
E, porque não conseguimos a felicidade ?
Quando não somos felizes, é porque fugimos desse Plano Divino, nos desviando do caminho do bem. Ficamos de mal com Cristo, Seu Filho. E, quando ficamos de mal com Ele, sentimo-nos mal, tristes e desesperados, e na maioria das vezes nem sabemos o por quê. Talvez porque tenhamos pecado contra esse Plano de bondade, nos desviando de seu curso.
Por isso também, Ele nos permitiu recebermos a visita de Seu Filho, Jesus Cristo, que nos aproximando novamente de Seu Pai, através de Sua morte e ressurreição, mostrando-nos detalhes desse maravilhoso Plano, livrou-nos de todos nossos pecados, permitindo-nos estarmos sempre nesse caminho através da Sua Graça. E, Graça é um presente que recebemos, um sinal, que nos aproxima novamente de Sua amizade. Graças a Deus, significa com a permissão de Deus. Vivendo em Graça, seremos amigos de Cristo. Estaremos em alegria constante, teremos vida em abundância. Seremos sempre felizes.
E agora, na Páscoa estaremos brindando essa nossa amizade, comemorando sua ressurreição, seu renascimento junto de nossos corações. Comemoraremos uma nova oportunidade de sermos seus verdadeiros filhos, estando em comunhão com seu Plano de felicidade, de Paz e de amor.
Boa Páscoa...
Que Jesus esteja novamente em nossos corações.
Minestra di prosciutto e Capeletti al brodo
Carlos Giordano Jr.
Enquanto estamos experimentando reviver o aroma das cozinhas das antigas cantinas italianas, ou mesmo sentindo o prazer de perfumar nossa casa, com vapores verdadeiramente estimulantes, que nos transportam ao passado, à beira dos fogões de lenha, onde nossas nonas trabalhavam as panelas pesadas de ingredientes sempre naturais e invariavelmente muito perfumados, estaremos dando margens à possibilidade de transformarmos nossas refeições, em verdadeiras festas de confraternização com o prazer de poder simplesmente vivenciá-las.
A Itália, foi um dos últimos países europeus a se unificar com o resto da Europa, pois conservadora do mix cultural que identifica as várias civilizações do Mediterrâneo, demonstra na gastronomia, principalmente no olfato, a forte mistura de aromas no uso de ervas e especiarias como o alho, pimentão, páprica, coentro, orégano, manjericão ou basílico, açafrão e harissa, especiarias estas na maioria advindas da importação de países muçulmanos. Portanto a saborosíssima culinária italiana que tanto nos influenciou, e continua nos influenciando hoje, também recebera influências de outras culturas, evidentemente num processo muito mais lento, mas constante.
Enquanto experimentamos um prato genuinamente italiano, estaremos saboreando ingredientes ora árabes, ora chineses, ou mesmo indianos, que não conflitará de forma alguma com o nosso desejo de termos satisfação em saboreá-lo.
Mas, o talento italiano reinventou as sopas. Transformando ingredientes em verdadeiras delícias como o “brodo”, um caldo de carne ou galinha com mais um ingrediente, em geral uma massa ou como a substanciosa “minestra”, a sopa que se toma com garfo e faca.
Nosso prato de hoje é:
MINESTRA DI PROSCIUTTO (sopa de presunto) – rende 6 porções Ingredientes: 2 colheres de azeite 1 cebola picada 1 dente de alho amassado e picado 2 fatias grossas de presunto gordo picado 1 aipo (somente a parte branca) 1 alho poró picado 1 ramo de salsinha 2 cenouras picadas ½ repolho em tirinhas ¼ kg de feijão branco fresco e debulhado Sal e pimenta do reino 1 tomate picado 3 tabletes de caldo de carne 4 batatas médias picadas 1 abobrinha italiana em pedacinhos
Preparo: Ponha numa caçarola o azeite, a cebola e o alho e deixe dourarem. Junte o presunto, deixe fritar e adicione o aipo, o alho poró, a salsa, a cenoura, o repolho e o feijão branco. Tempere com sal e pimenta do reino, junte o tomate e regue com o caldo de carne. Quando os legumes estiverem cozidos, junte a batata e a abobrinha e deixe que o cozimento se complete em fogo lento. A sopa deve ficar bem densa, com pouco caldo e deve ser servida com queijo parmesão ralado. Pode ser servida, também, com fatias de pão tostadas na frigideira.
CAPELETTI AL BRODO (serve 5 pessoas) Ingredientes: ½ kg de osso-buco 700 g de paleta ou acem de boi. 2 alhos porós 2 aipos 1 tomate 1 nabo 2 cebolas cortadas ao meio 1 dente de alho amassado e picado 1 maço de cheiro verde 2 folhas de louro Sal e pimenta do reino (em grãos) 500 g de capeletti de carne (da Frescarini é muito bom) 100 g de parmesão ralado Preparo: Coloque todos os ingredientes, exceto o capeletti, numa caçarola grande, cubra com 4 litros de água fria e leve ao fogo. Deixe ferver por 3 horas, coe o caldo passando por uma peneira fina. Cozinhe o capeletti no caldo, durante 7 minutos. Acrescente o queijo e o cheiro verde e sirva imediatamente, que é cosi che si mangia...capisce?
-Auguri per tutta famiglia!!!
-Ciau bello...