Na sombra de um coqueiro

Divirta-se com Causos, Crônicas, Poesias, Família, Fogão de lenha, No pé do coqueiro, Tocando a Tuba. (Vedada pelo autor a Criação de Obras Derivadas) Você não pode reproduzir, alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.

31 de outubro de 2010

Eu, você e o que podemos construir juntos

O alicerce para a construção de uma nova sociedade se encontra no reconhecimento e na valorização da unidade ou da individualidade.
Termos consciência de quem somos, nos indicará o caminho que devemos seguir para encontrarmos em nossa sociedade o reconhecimento e a dignidade que buscamos em nossas relações construtivas.
Assim como o tijolo por si não se encerra em uma residência, a areia não se prende a nada sem a ajuda do cimento, e o concreto não se faz sem a água, também podemos considerar que nada disso se constitui em uma obra, caso não haja o movimento advindo do trabalho e do suor humano. Esse trabalho por si também não se edifica caso não aja com propósito.
O indivíduo que freqüenta a sociedade moderna, invariavelmente é visto como massa ou multidão e para ser destaque, há que sofrer as dores de sua própria emancipação, lutando para ter seus valores ou seus propósitos reconhecidos por todos, sua liberdade de pensamento e de ação valorizados, defendendo suas idéias e tentando destacar-se com brilho dessa massa incauta em sua forma de ser ou de viver. Logrando êxito em sua campanha, seguido então por muitos, será reconhecido como líder.
O homem cujos propósitos são benéficos aos demais, é tido em primeiro plano como suspeito de que estaria movimentando-se politicamente afim de receber seus júbilos ao final de sua jornada, ou seja, está dando com segundas intenções. Soa assim como falso ou hipócrita.
Abster-se então de seus desejos do bem comum, abnegando-se da caridade humana como princípio de engrandecimento ou enriquecimento do próprio ego ou mesmo resignar-se da cordialidade advinda do exercício de uma sincera e leal amizade, seria acovardar-se em direção à sua própria razão de ser, uma vez que esses indivíduos, alcançaram antecipadamente um auto-conhecimento que os endereça a manifestação mais sublime de sua própria essência como seres humanos.
Assim, a liberdade do pensamento, da crença, da opinião, como ferramentas de crescimento e fortalecimento dos alicerces da nova sociedade, deve ser praticada, sustentando o peso de um futuro que estaremos construindo juntos. Nele, nossos desejos individuais serão aceitos por todos, num momento em que o respeito e a valorização do indivíduo, sejam os veículos que portarão nossas propostas rumo à edificação de uma obra concreta, respaldada na transformação proporcionada pelo culto ao construtivismo gerado pela ação coletiva do bem, por tantos quantos pudermos encontrar em nossa jornada e que quiserem lutar pelo mesmo ideal.
O futuro pertence a todos.
Vamos construí-lo juntos.
criado por giordanocarlos    20:32 — Arquivado em: Sem categoria

9 de fevereiro de 2010

Receita de bolo

Aprendi a cozinhar com meu pai, que aprendeu com meu avô.
Com o tempo, achei por bem que deveria estudar mais e mais na busca pelo melhor prato. Assim, imaginei que com a experiência dos grandes mestres da gastronomia, pudesse encontrar a receita do melhor bolo, um bolo que faria sucesso com todos que dele provassem. O tempo passou, e eu continuei tentando… Confesso que alguns ficaram bons e outros acabaram queimados na lata do lixo e por fim, acabei não encontrando a tal receita que salvasse meu reinado na beirada do fogão.
No nosso ambiente empresarial, buscamos também essa receita de sucesso. Exercitando raciocínios lógicos e outros nem tanto em reuniões agendadas com experts, consultores, gestores e pessoas de grande peso na balança do discernimento, tentando acertar o ponto da melhor receita.
De volta para a cozinha, trabalhamos com a base de ingredientes, esforço, temperatura e tempo. Alterando apenas o tempo de cozimento, podemos, ao utilizarmos dos mesmos ingredientes, termos nossa receita fracassada. Sendo assim, a magia da culinária se apresenta vinculada a essa alquimia de alternâncias desses poucos fatores.
No mundo corporativo, essa alquimia se dá na mesma intensidade da cozinha, considerando que o prato final não poderá ir para a lata do lixo, decretando assim a inabilidade do gestor em saber conduzir seus exércitos de cozinheiros rumo ao banquete, onde todos se fartarão com os bons resultados.
Então, considero absurda a idéia de projetarmos receitas de sucesso que não saem da prancheta. Ora, afinal, alguém precisará botar a mão na massa.
A resposta para tudo está em quem faz o bolo. Esse sim poderá anotar a receita daquilo que fez.
Nesse mote, devemos simplesmente fazer. Experimentando assim os resultados alcançados, podendo deles nos servir de seus parâmetros de sucesso ou de fracasso para escrevermos uma nova receita.
Portanto, estimados amigos e colaboradores, esperamos que cada um faça o seu bolo e compartilhe com os demais a melhor receita.
A melhor forma de se fazer um bolo é começar botando a mão na massa.
“Impossível experimentarmos o bolo do sucesso, provando uma página do melhor livro de receitas do mundo”
Carlos Giordano
criado por giordanocarlos    7:05 — Arquivado em: Crônicas

8 de fevereiro de 2010

Comprometimento e resultados

No dicionário COMPROMETER significa expor alguém em risco. Constituir uma obrigação a alguém, tornar alguém responsável por algo ou mesmo contrair um compromisso.

Temos discutido muito a respeito desse termo simples, porém exageradamente importante na nossa empresa: O COMPROMETIMENTO que nada mais é do que o ato de comprometer-se. Acredito que isso se apóia fundamentalmente em três pilares:

1.    Comprometer-se com o seu trabalho e seu conseqüente resultado.

2.    Comprometer-se com o seu futuro e dos seus colegas de trabalho.

3.    Comprometer-se com os valores e objetivos de sua empresa.

O seu comprometimento para o desempenho e fortalecimento de um trabalho eficaz, no alcance das metas, valores e objetivos da empresa está diretamente ligado ao seu próprio crescimento profissional e conseqüente colheita daquilo que plantou. Sem o seu compromisso realizado, nada se modifica a não ser para pior no cenário de suas próprias propostas.

A resposta simples que gostaria de ouvir é para uma indagação também simples: - Poderei eu colher aquilo que não plantei?

Ora, ora, todos juntos de mãos dadas sabemos que não. Porém em efeito contrário, o Brasil passa pelo seu melhor momento histórico, onde estamos colhendo aquilo que um dia semeamos. E, tudo isso independente de Governos, FMIs ou quaisquer tipos de ajudas externas ao nosso desejo patriótico de sermos um país de gigantes.

Nosso celeiro está abastecido agora, mas e o nosso futuro, estará garantido sem comprometimento com o meu presente?

A competitividade nos negócios motivada pela necessidade de realização de melhores indicadores e resultados, sobrevive ainda aos atropelos e desequilíbrios gerados pela falta de comprometimento de cada um de nós.

Por exemplo, um frentista pode acreditar ser mais interessante varrer o pátio e deixá-lo super limpo em vez de atender um cliente que está precisando abastecer seu veículo. Um motorista pode achar mais interessante cuidar de seu caminhão do que de sua própria saúde, a recepcionista pode estar mais preocupada com o vaso de flores sem água do que atender a um cliente ao telefone com presteza. O gerente preocupado tão somente com o resultado não dá a devida importância às pessoas que o proporcionarão através do seu suor e esforço. O diretor poderá incorrer no risco de valorizar sobremaneira a imagem da empresa, desprezando o motivo pela qual ela mesmo existe. E assim, poderemos experimentar exemplos crassos dos nossos governantes, dentro da nossa família ou até mesmo da nossa igreja, onde o pároco invoca a sociedade a doar seus bens e na escada da Matriz o pobre dorme ao relento sem ser visto por ele.

Então, afinal, como posso comprometer-me e porque devo fazê-lo?

Talvez poderíamos tomar como exemplos pessoas do povo como Jesus, que um dia resolveu comprometer-se com a Verdade de Seu Pai e por ela morreu tentando vivê-la, deixando-nos uma mensagem linda de amor e de fé (pelo menos para quem tiver coragem de comprometer-se com ela)

Posso comprometer-me assumindo para mim mesmo a responsabilidade daquilo que faço. Honrando meu nome, minha proposta e minha própria consciência. Comprometendo-me sempre que puder em fazer bem feito a coisa de forma correta. Posso também me comprometer aceitando meus erros e assumindo-os perante meus colegas ou lideranças, fazendo com que o respeito e a verdade acabem consagrando e fortalecendo minha própria identidade profissional.

Devo comprometer-me para experimentar a vida como ela é, com seus altos e baixos, alegrias e tristezas, realizações e fracassos. Vivendo minha vida em sua plenitude estarei comprometendo-me com ela, e dela poderei extrair excepcionais frutos de felicidade, caso os queira provar. Alguns ainda estarão ácidos mas outros nem tanto e me regozijarei com eles por que os experimentei em todas suas essências. Fartei-me de felicidade comprometendo-me com minha própria existência.

Não consigo, e daí?

Daí você poderá vestir seu manto de invisibilidade e ficar intocável sob a égide de seu egoísmo, experimentando tão somente reclamar ou criticar as experiências vividas pelos outros. Ninguém irá lhe incomodar. Talvez apenas a sua consciência.

Ninguém tá nem aí, porque tenho que me comprometer e botar o meu na reta?

Para ser alguém, há que se carregar primeiramente o seu próprio peso, sentir o seu próprio suor emanado de sua carne cansada, terá que ter seu próprio prazer e experimentar a dor de tê-la sentido, terá que ser aquilo que reflete de si mesmo, não se confundindo com a imagem de ninguém, escalando indevidamente a escada do sucesso pelos degraus dos fracassos deixados por outrem.

Afinal de contas, comprometimento é envolver-se com as questões ao seu redor, envolver-se com seu ambiente de trabalho e com a satisfação de estar integrado nele, interagindo-se, comunicando-se com seus colegas de forma respeitosa, valorizando sua empresa e seus propósitos, respeitando os seus próprios valores e dos seus colegas de trabalho, intensificando-se em seus esforços na busca de melhores resultados e garantindo sua própria satisfação pessoal perenizando desta forma a nossa Reputação perante à sociedade.

Boa tarde,

criado por giordanocarlos    17:31 — Arquivado em: Sem categoria

1 de abril de 2007

Bacalhau ao Vinho do Porto

Bacalhau ao Vinho do Porto

1 kg de Bacalhau da Noruega; 1 cálice de Vinho do Porto Seco; 200 g de cogumelos; 1 kg de tomates maduros; 200 ml de azeite; 2 dentes de alho; 1 ramos de salsa; 2 ovos; Farinha de rosca; Farinha de trigo; Sal & Pimenta; Azeite português.
Modo de preparar:
Corte o bacalhau da Noruega em filés retangulares e coloque de molho na geladeira por 24 horas, trocando a água 4 vezes. Passe os filés na farinha de trigo e no ovo e frite-os nos 200 ml de azeite. Neste mesmo azeite, introduza os tomates - previamente esmagados sem pele e sem sementes - os dentes de alho amassados, a salsa picada, os cogumelos cortados em fatias, o Vinho do Porto e, finalmente, sal e pimenta a gosto.
Deixe cozinhar em fogo brando por 15 minutos. Coloque os filés numa travessa refratária, regue-os com o molho de tomates, salpique com farinha de rosca e leve ao forno por mais 15 minutos, adicionando mais azeite se necessário.
Sirva acompanhado de batatas em rodelas, passadas no ovo e na farinha de trigo e fritas no azeite ou óleo.

criado por giordanocarlos    21:58 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Provençal

Bacalhau à Provençal

Cozer 600 grs. de bacalhau grosso, segundo a regra, tirar-lhe as espinhas e a pele negra; desfiá-lo e pisá-lo num almofariz, juntar-lhe duas colhera¬das de molho picante; estando em massa, incorporar-lhe, pouco a pouco, um copo e meio de azeite fino, alternando o azeite com algumas gotas de sumo de limão.
Estando a massa mole, mas compacta e bem ligada, metê¬-la numa caçarola, juntar-lhe um bocado de alho, bem esma¬gado, aquecê-la sem deixar de a trabalhar, e, estando quente, incorporar-lhe uma colherada de nata crua, juntar o sumo de um limão, uma pitada de salsa e um pouco de pimenta.
Servir num prato quente guarnecido com bocados de miolo de pão frito ou de massa folhada.

criado por giordanocarlos    21:56 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Moda do Porto

Bacalhau à Moda do Porto

Dessalgar o bacalhau e dividi-lo em lascas; descascar batatas cruas e cortá-las em rodelas.
Deitar num tacho uma camada de rodas de cebola, um ramo de salsa, rodas de dentes de alho, cravo de cabe¬cinha, pimenta, uma camada de bacalhau e uma de rodas de batatas; cobrir tudo com azeite fino e levar o tacho tapado a lume brando, agitando-o até que o bacalhau esteja cozido.

criado por giordanocarlos    21:54 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Espanhola

Bacalhau à Espanhola

Coze-se primeiro o bacalhau com batatas; pica-se uma cebola e leva-se ao lume com azeite, deixando-o aloirar; juntam-se-lhe bastante tomate, limpo de pele e de sementes, alguns dentes de alho, sal, pimenta, salsa picada e um pouco de farinha desfeita na água em que se cozeu o bacalhau. Logo que o tomate esteja cozido e desfeito, tira-se do lume, corta-se o bacalhau em lascas, as batatas em rodas e pimentos assados, limpos de peles e de sementes, às tiras. Põem-se, numa travessa de ir ao forno, camadas alternadas de bacalhau, batatas e pimentos, deita¬-se-lhe o molho por cima e leva-se ao forno a corar.

criado por giordanocarlos    21:53 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Portuguesa

1 - Bacalhau à Portuguesa

Dividir o bacalhau fresco em postas de 250 grs.; temperá-las com sal e pimenta.
Dispô-las numa caçarola de saltear, contendo (para cinco postas) 100 grs. de manteiga, 1 dl. de azeite, 100 grs. de cebola picada e refogada em manteiga, um pequeno dente de alho esmagado, duas pitadas de salsa migada, 750 grs. de tomates migados e sem sementes, 100 grs. de arroz, cozido em três quartos de água salgada e 2 dls. de vinho branco; cobrir a caçarola; pôr sobre lume vivo a cozer durante dez minutos sem destapar.
Passado este tempo, destapar a caçarola para fazer a redução, que deve estar pronta sempre ao mesmo tempo que o peixe, cuja cozedura completa exige dezoito minutos.
Dispor o peixe numa travessa e cobri-lo com o molho e a guarnição.

criado por giordanocarlos    21:52 — Arquivado em: Fogão de lenha

15 de setembro de 2006

Sud Mennucci de Piracicaba

 

NO SUD TUDO ERA ENCANTO

Carlos Giordano

     No primeiro ano primário, coube a Dna. Terezinha do Canto Kraide a tarefa gratificante de me alfabetizar. Não me lembro das técnicas utilizadas, só recordo que ficava sentado no chão com minha mãe, brincando de montar sílabas com várias letrinhas desenhadas em cartolina, posteriormente recortadas em quadradinhos como um quebra cabeças.
     Naquela época as formas de condução da turma dentro da sala de aula era um pouco mais rígida por parte da autoridade dos docentes, e consistia em impor o respeito aos mais velhos e também aos colegas, para só assim poder ser respeitado.
     Algumas formas de castigo podiam ser empregadas, tais como a desmoralização total do engraçadinho perante o grupo, feita pela professora, colocando-o na carteira dos burros, defronte aos colegas e ao lado da mesa do mestre por um dia, uma semana, às vezes por um mês. Muitas vezes o castigo consistia em ficar de frente para o quadro negro em pé por algumas horas; ausência de intervalo (chamado de recreio ), quando o castigado ficava na sala de aula estudando tabuada no seu horário de descanso; e o pior de todos os castigos era ir falar com a diretora da escola, Dona Diva, que poderia punir com advertência escrita para os pais, suspensão temporária ou mesmo a expulsão da escola.
     No segundo ano, Dona Doraírtes Vitti, esposa do grande escritor piracicabano Lino Vitti, era a professora, e se dedicou a nos ingressar no mundo maravilhoso dos números, da matemática. Introduziu-nos noções básicas de situação geográfica, história do descobrimento e educação moral e cívica.
     No terceiro ano, Dona Maria Bononi complementou e fortaleceu as raízes da alfabetização nos exercitando com muita didática. E, no quarto ano primário, Dona Lourdes Bonilha iniciaria uma proposta de educação mais abrangente, nos preparando para ingressar-nos no curso ginasial.
     Da quinta a oitava série do ginásio, já tivemos que mudar de prédio. Do anexo ao Instituto, passamos efetivamente a freqüentar todo o prédio com aproximadamente 10.000 m2 de construção. Podíamos ir à Biblioteca; Começamos a participar de aulas de ciências no laboratório do Prof. Vail; Tínhamos aulas de desenho na respectiva sala com o Prof. Costa; Também podíamos participar das aulas de música no anfiteatro com o Prof. Gimenes.
     No intervalo, a freqüência já era mista com os mais velhos, alunos do colegial, que disputavam entre cotoveladas e chutes uma vaga no balcão da cantina do “Vardema” e da Dona Cida, para comprar uma paçoquinha ou uma coxinha sem varizes para enganar o estômago até a hora do almoço.
O horário das aulas era das 7h às 11h50’ e às vezes até 12h40’.
Muito tempo ainda depois do horário de aula, sem almoçar ia ter aulas de contrabaixo (rabecão ou viola de gamba) na Escola de Música de Piracicaba, escola que gozava de muito prestígio nos meios culturais de Piracicaba, cujos diretores eram o Maestro Ernest Mahle e sua esposa Dona Cidinha Mahle. E, como o curso era gratuito, só havia esse horário de aulas, e se eu quisesse aprender um pouquinho tinha que me submeter a esse desconforto.
     Na Escola de Música também vivi momentos muito agradáveis junto de bons amigos. E, por alguns anos freqüentei o coral da escola, com o qual fizemos muitas apresentações.
     Fui suspenso uma única vez em todo meu período acadêmico. Na sétima série, tivemos numa manhã a ausência de uma professora de francês. Como seu substituto também não estava disponível, ficaríamos sem aula durante os 50 minutos normais. Depois dessa “janela” era o horário do intervalo, então eu e meu grande amigo Quinho (Marcos Tadeu Ferraz de Arruda) que hoje é praticamente mais um irmão do que amigo, resolvemos pular a janela da sala de aula, que dava para o pátio do colégio, porém para nossa infelicidade, eu pulei e caí quase em cima do Seu Oscar, que era o servente da escola, e o Quinho muito animal, pulou atras e caiu em cima de nós dois. Saímos correndo feito loucos, sem sabermos para onde íamos, até alcançarmos a quadra feminina, onde acontecia ali, naquele momento, uma aula de educação física. Sentamos ali até Seu Oscar aparecer e nos levar com caras de bunda para a diretoria da escola.
Estava naquele dia Dona Iracema, professora de Educação Moral e Cívica como diretora substituta. Depois do sermão, fomos suspensos por três dias. Mas, em um desses três dias, iria ocorrer uma prova de Inglês, prova essa decisiva para fechar o semestre e consequentemente o ano letivo.
Quinho, mais esperto do que eu, no dia da prova, compareceu, recebeu a nota e ficou feliz da vida. Ninguém percebeu…só eu.
     Quando soube, fui ter com Dona Iracema, cobrando-lhe a possibilidade de também fazer a prova numa segunda alternativa, informando-lhe do acontecido com meu amigo. Além dela não me permitir fazer a prova, ainda cancelou a do Quinho que recebeu zero, ficou de recuperação, não pode viajar com os pais nas férias, e ficou quase um ano sem falar comigo. Hoje, depois de duas décadas, se toco nesse assunto, ele só espuma um pouco no canto da boca, mas não pensa mais em me matar.
     As emoções foram tantas nessa escola que, muito embora tenha passado por outras, quando me recordo do Sud, percebo que ele foi responsável por cristalizar em minha memória a imagem mais bonita que se poderia ter de um “Castelo Gigante” da educação, berço da cultura, sustentáculo da moral e do civismo, exemplo de didática, pai de poetas, músicos, pensadores, políticos, engenheiros, professores, médicos, advogados, vagabundos e desempregados.

criado por giordanocarlos    14:22 — Arquivado em: Crônicas

6 de setembro de 2006

Espaguetti com lascas de bacalhau

Dessalgue o bacalhau do Porto na água gelada já em lascas, por pelo menos 24 horas, trocando de água.

Enquanto ferve cinco litros de água para cada 1/2 kg de espaguetti, junte o sal grosso e tampe para economizar o gas.

Numa frigideira grande aquecida, deite o azeite de oliva, um dente de alho bem amassado, e doure o bacalhau em fogo bem forte. Cuidado para não esfriar a frigideira desidratando ainda mais o pescado.

Dois pimentões vermelhos e um amarelo levados ao fogo alto até queimar toda a pele, depois na água fria, retire toda a pele queimada e corte em tiras disformes. Tempere com sal, azeite,oregano e reserve.

Corte alcaparras pela metade e as aqueça em azeite na hora de servir.

Cozinhe al dente o espaguetti, escorra deixando a massa bem úmida, coloque na travessa e junte as lascas do bacalhau ainda quentes, adicione as tiras dos pimentões. Revolva tudo delicadamente. Regue com bastante azeite de oliva e despeje por cima as alcaparras.

Moa a pimenta do reino e faça graça com salsinhas picadas bem fininhas.

É de arrasar.

Se quiser, aprecie com um tinto encorpado.

Ninguém reclama.

criado por giordanocarlos    16:08 — Arquivado em: Fogão de lenha
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