Na sombra de um coqueiro

Divirta-se com Causos, Crônicas, Poesias, Família, Fogão de lenha, No pé do coqueiro, Tocando a Tuba. (Vedada pelo autor a Criação de Obras Derivadas) Você não pode reproduzir, alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta.

1.4.07

Bacalhau ao Vinho do Porto

Bacalhau ao Vinho do Porto

1 kg de Bacalhau da Noruega; 1 cálice de Vinho do Porto Seco; 200 g de cogumelos; 1 kg de tomates maduros; 200 ml de azeite; 2 dentes de alho; 1 ramos de salsa; 2 ovos; Farinha de rosca; Farinha de trigo; Sal & Pimenta; Azeite português.
Modo de preparar:
Corte o bacalhau da Noruega em filés retangulares e coloque de molho na geladeira por 24 horas, trocando a água 4 vezes. Passe os filés na farinha de trigo e no ovo e frite-os nos 200 ml de azeite. Neste mesmo azeite, introduza os tomates - previamente esmagados sem pele e sem sementes - os dentes de alho amassados, a salsa picada, os cogumelos cortados em fatias, o Vinho do Porto e, finalmente, sal e pimenta a gosto.
Deixe cozinhar em fogo brando por 15 minutos. Coloque os filés numa travessa refratária, regue-os com o molho de tomates, salpique com farinha de rosca e leve ao forno por mais 15 minutos, adicionando mais azeite se necessário.
Sirva acompanhado de batatas em rodelas, passadas no ovo e na farinha de trigo e fritas no azeite ou óleo.

criado por giordanocarlos    21:58 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Provençal

Bacalhau à Provençal

Cozer 600 grs. de bacalhau grosso, segundo a regra, tirar-lhe as espinhas e a pele negra; desfiá-lo e pisá-lo num almofariz, juntar-lhe duas colhera¬das de molho picante; estando em massa, incorporar-lhe, pouco a pouco, um copo e meio de azeite fino, alternando o azeite com algumas gotas de sumo de limão.
Estando a massa mole, mas compacta e bem ligada, metê¬-la numa caçarola, juntar-lhe um bocado de alho, bem esma¬gado, aquecê-la sem deixar de a trabalhar, e, estando quente, incorporar-lhe uma colherada de nata crua, juntar o sumo de um limão, uma pitada de salsa e um pouco de pimenta.
Servir num prato quente guarnecido com bocados de miolo de pão frito ou de massa folhada.

criado por giordanocarlos    21:56 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Moda do Porto

Bacalhau à Moda do Porto

Dessalgar o bacalhau e dividi-lo em lascas; descascar batatas cruas e cortá-las em rodelas.
Deitar num tacho uma camada de rodas de cebola, um ramo de salsa, rodas de dentes de alho, cravo de cabe¬cinha, pimenta, uma camada de bacalhau e uma de rodas de batatas; cobrir tudo com azeite fino e levar o tacho tapado a lume brando, agitando-o até que o bacalhau esteja cozido.

criado por giordanocarlos    21:54 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Espanhola

Bacalhau à Espanhola

Coze-se primeiro o bacalhau com batatas; pica-se uma cebola e leva-se ao lume com azeite, deixando-o aloirar; juntam-se-lhe bastante tomate, limpo de pele e de sementes, alguns dentes de alho, sal, pimenta, salsa picada e um pouco de farinha desfeita na água em que se cozeu o bacalhau. Logo que o tomate esteja cozido e desfeito, tira-se do lume, corta-se o bacalhau em lascas, as batatas em rodas e pimentos assados, limpos de peles e de sementes, às tiras. Põem-se, numa travessa de ir ao forno, camadas alternadas de bacalhau, batatas e pimentos, deita¬-se-lhe o molho por cima e leva-se ao forno a corar.

criado por giordanocarlos    21:53 — Arquivado em: Fogão de lenha

Bacalhau a Portuguesa

1 - Bacalhau à Portuguesa

Dividir o bacalhau fresco em postas de 250 grs.; temperá-las com sal e pimenta.
Dispô-las numa caçarola de saltear, contendo (para cinco postas) 100 grs. de manteiga, 1 dl. de azeite, 100 grs. de cebola picada e refogada em manteiga, um pequeno dente de alho esmagado, duas pitadas de salsa migada, 750 grs. de tomates migados e sem sementes, 100 grs. de arroz, cozido em três quartos de água salgada e 2 dls. de vinho branco; cobrir a caçarola; pôr sobre lume vivo a cozer durante dez minutos sem destapar.
Passado este tempo, destapar a caçarola para fazer a redução, que deve estar pronta sempre ao mesmo tempo que o peixe, cuja cozedura completa exige dezoito minutos.
Dispor o peixe numa travessa e cobri-lo com o molho e a guarnição.

criado por giordanocarlos    21:52 — Arquivado em: Fogão de lenha

15.9.06

Sud Mennucci de Piracicaba

 

NO SUD TUDO ERA ENCANTO

Carlos Giordano

     No primeiro ano primário, coube a Dna. Terezinha do Canto Kraide a tarefa gratificante de me alfabetizar. Não me lembro das técnicas utilizadas, só recordo que ficava sentado no chão com minha mãe, brincando de montar sílabas com várias letrinhas desenhadas em cartolina, posteriormente recortadas em quadradinhos como um quebra cabeças.
     Naquela época as formas de condução da turma dentro da sala de aula era um pouco mais rígida por parte da autoridade dos docentes, e consistia em impor o respeito aos mais velhos e também aos colegas, para só assim poder ser respeitado.
     Algumas formas de castigo podiam ser empregadas, tais como a desmoralização total do engraçadinho perante o grupo, feita pela professora, colocando-o na carteira dos burros, defronte aos colegas e ao lado da mesa do mestre por um dia, uma semana, às vezes por um mês. Muitas vezes o castigo consistia em ficar de frente para o quadro negro em pé por algumas horas; ausência de intervalo (chamado de recreio ), quando o castigado ficava na sala de aula estudando tabuada no seu horário de descanso; e o pior de todos os castigos era ir falar com a diretora da escola, Dona Diva, que poderia punir com advertência escrita para os pais, suspensão temporária ou mesmo a expulsão da escola.
     No segundo ano, Dona Doraírtes Vitti, esposa do grande escritor piracicabano Lino Vitti, era a professora, e se dedicou a nos ingressar no mundo maravilhoso dos números, da matemática. Introduziu-nos noções básicas de situação geográfica, história do descobrimento e educação moral e cívica.
     No terceiro ano, Dona Maria Bononi complementou e fortaleceu as raízes da alfabetização nos exercitando com muita didática. E, no quarto ano primário, Dona Lourdes Bonilha iniciaria uma proposta de educação mais abrangente, nos preparando para ingressar-nos no curso ginasial.
     Da quinta a oitava série do ginásio, já tivemos que mudar de prédio. Do anexo ao Instituto, passamos efetivamente a freqüentar todo o prédio com aproximadamente 10.000 m2 de construção. Podíamos ir à Biblioteca; Começamos a participar de aulas de ciências no laboratório do Prof. Vail; Tínhamos aulas de desenho na respectiva sala com o Prof. Costa; Também podíamos participar das aulas de música no anfiteatro com o Prof. Gimenes.
     No intervalo, a freqüência já era mista com os mais velhos, alunos do colegial, que disputavam entre cotoveladas e chutes uma vaga no balcão da cantina do “Vardema” e da Dona Cida, para comprar uma paçoquinha ou uma coxinha sem varizes para enganar o estômago até a hora do almoço.
O horário das aulas era das 7h às 11h50’ e às vezes até 12h40’.
Muito tempo ainda depois do horário de aula, sem almoçar ia ter aulas de contrabaixo (rabecão ou viola de gamba) na Escola de Música de Piracicaba, escola que gozava de muito prestígio nos meios culturais de Piracicaba, cujos diretores eram o Maestro Ernest Mahle e sua esposa Dona Cidinha Mahle. E, como o curso era gratuito, só havia esse horário de aulas, e se eu quisesse aprender um pouquinho tinha que me submeter a esse desconforto.
     Na Escola de Música também vivi momentos muito agradáveis junto de bons amigos. E, por alguns anos freqüentei o coral da escola, com o qual fizemos muitas apresentações.
     Fui suspenso uma única vez em todo meu período acadêmico. Na sétima série, tivemos numa manhã a ausência de uma professora de francês. Como seu substituto também não estava disponível, ficaríamos sem aula durante os 50 minutos normais. Depois dessa “janela” era o horário do intervalo, então eu e meu grande amigo Quinho (Marcos Tadeu Ferraz de Arruda) que hoje é praticamente mais um irmão do que amigo, resolvemos pular a janela da sala de aula, que dava para o pátio do colégio, porém para nossa infelicidade, eu pulei e caí quase em cima do Seu Oscar, que era o servente da escola, e o Quinho muito animal, pulou atras e caiu em cima de nós dois. Saímos correndo feito loucos, sem sabermos para onde íamos, até alcançarmos a quadra feminina, onde acontecia ali, naquele momento, uma aula de educação física. Sentamos ali até Seu Oscar aparecer e nos levar com caras de bunda para a diretoria da escola.
Estava naquele dia Dona Iracema, professora de Educação Moral e Cívica como diretora substituta. Depois do sermão, fomos suspensos por três dias. Mas, em um desses três dias, iria ocorrer uma prova de Inglês, prova essa decisiva para fechar o semestre e consequentemente o ano letivo.
Quinho, mais esperto do que eu, no dia da prova, compareceu, recebeu a nota e ficou feliz da vida. Ninguém percebeu…só eu.
     Quando soube, fui ter com Dona Iracema, cobrando-lhe a possibilidade de também fazer a prova numa segunda alternativa, informando-lhe do acontecido com meu amigo. Além dela não me permitir fazer a prova, ainda cancelou a do Quinho que recebeu zero, ficou de recuperação, não pode viajar com os pais nas férias, e ficou quase um ano sem falar comigo. Hoje, depois de duas décadas, se toco nesse assunto, ele só espuma um pouco no canto da boca, mas não pensa mais em me matar.
     As emoções foram tantas nessa escola que, muito embora tenha passado por outras, quando me recordo do Sud, percebo que ele foi responsável por cristalizar em minha memória a imagem mais bonita que se poderia ter de um “Castelo Gigante” da educação, berço da cultura, sustentáculo da moral e do civismo, exemplo de didática, pai de poetas, músicos, pensadores, políticos, engenheiros, professores, médicos, advogados, vagabundos e desempregados.

criado por giordanocarlos    14:22 — Arquivado em: Crônicas

6.9.06

Espaguetti com lascas de bacalhau

Dessalgue o bacalhau do Porto na água gelada já em lascas, por pelo menos 24 horas, trocando de água.

Enquanto ferve cinco litros de água para cada 1/2 kg de espaguetti, junte o sal grosso e tampe para economizar o gas.

Numa frigideira grande aquecida, deite o azeite de oliva, um dente de alho bem amassado, e doure o bacalhau em fogo bem forte. Cuidado para não esfriar a frigideira desidratando ainda mais o pescado.

Dois pimentões vermelhos e um amarelo levados ao fogo alto até queimar toda a pele, depois na água fria, retire toda a pele queimada e corte em tiras disformes. Tempere com sal, azeite,oregano e reserve.

Corte alcaparras pela metade e as aqueça em azeite na hora de servir.

Cozinhe al dente o espaguetti, escorra deixando a massa bem úmida, coloque na travessa e junte as lascas do bacalhau ainda quentes, adicione as tiras dos pimentões. Revolva tudo delicadamente. Regue com bastante azeite de oliva e despeje por cima as alcaparras.

Moa a pimenta do reino e faça graça com salsinhas picadas bem fininhas.

É de arrasar.

Se quiser, aprecie com um tinto encorpado.

Ninguém reclama.

criado por giordanocarlos    16:08 — Arquivado em: Fogão de lenha

Tagliatelli al sugo

Na casa da Mama é assim.

Aos domingos seguimos na velha rotina do telefonema combinando o cardápio, o stress de chegar sempre atrasado para o almoço, terminar os pratos que Dona Mara preparou, aperitivar, colocar a mesa e fartar-se cada qual na sua posição à mesa.

Às vezes o cardápio é simples.

Tagliatelli al sugo servido com muito carinho.

Faça a massa com ovos, abra bem fina, enrole com a farinha polvilhada e corte com a faca com largura de um dedo.

Pindure no varal, deixe secar enquanto ferve generosa quantidadde de água com sal.

Cozinhe a massa al dente, junte o tomate ralado, peneirado e perfumado com bom azeite de oliva e pouco alho. Adicione pimenta do reino moída na hora, folhas de mangericão e aquele parmeggiano ralado por cima.

Fica assim.

Auguri per tutta famiglia.

Aproveite que não passa de R$10,00 e encanta a todos.

O vinho pode ser um Chianti mesmo.

Se tiver dúvidas, me ligue.

 

criado por giordanocarlos    15:46 — Arquivado em: Fogão de lenha

31.8.06

A Escola

A ESCOLA

Carlos Giordano Jr.

     Em 1969 estava estudando em um dos melhores Institutos de Ensino do Estado. A estrutura física era incrível, pois dispúnhamos de salas de desenho, artes, ciências, biologia, biblioteca e teatro com piano onde recebíamos aulas de música, isso tudo por conta do desejo de ter em seus filhos a realização do objetivo educacional, elaborado pelo eficiente corpo docente daquela Instituição, qual seja o de preparar o aluno para sofrer menos na vida.

     Nessa mesma época, embora muitos duvidassem, Neil Armstrong tinha ido dar um passeio na Lua, e eu aqui na Terra passeava tranqüilamente a caminho da escola. Morava na Treze de Maio, em frente ao “Paraíso das Cabras”, imenso terreno baldio, onde caprinos pastavam docemente, comendo restos da feira-livre do sábado. Naquele local também se instalava anualmente o Circo “Orlando Orfey”, para o delírio da garotada. A pé, descia a Treze de Maio, virava a Visconde do Rio Branco rumo ao Palmeirinhas, passava perto da casa da Olívia Carçuda, lá da família dos “polône”, onde desaguava o esgoto que vinha do Campo do XV, que fôra construído onde dantes houvera um lindo bosque silvestre, o qual era cortado por um bucólico fio d’água, que então canalizado por conta da construção do estádio, ia dar a céu aberto justamente na casa da Olívia, onde caçávamos guarú, com a intenção abominável de comê-los vivos para aprendermos a nadar. Era o folclore. E, seguia virando a Rua São José até a Alfredo Guedes, passando pela fábrica de balas “Beré”, depois, logo na esquina, um cheiro delicioso de café perfumava todo o bairro, cheiro este vindo da torrefação do famoso Café Morro Grande. E, antes de cortar caminho pela pracinha da Igreja Bom Jesus me deliciava com a possibilidade de ganhar uma bolacha de algum funcionário num dos vitrôs da fábrica Júpiter, que funcionava ali no largo, ao lado da fábrica de Macarrão Aurora, que era do mesmo dono. E, mais uma quadra, chegava no portão da Rua Bom Jesus já no Sud, aproximadamente quinze minutos depois de sair de casa. Na volta o mesmo percurso, só que com a barriga roncando de fome.

     Às vezes meu Pai ia buscar-nos com seu DKW 1967, motor de dois tempos, fedendo óleo queimado…coisa muito boa. Levava uns dezesseis minutos de viagem para chegarmos em casa!

     Mas, minha primeira experiência que me fez sentir o peso da vergonha e o calor do sangue enrubescendo a face, foi quando depois de um daqueles copos de leite, senti aquela vontade insuportável de cagar. Era criança ainda. Sei que corri para o banheiro que ficava ao lado da sala de aula, tinham dois, masculino e feminino, e para meu sufoco, encontrei-os ambos fechados, em uso. Bati, pedi, implorei, chorei, e quieto caguei. Caguei em mim mesmo, nas calças, nas pernas, no corpo. Caguei nas risadas dos colegas, na cara da professora, que não sabia se me limpava ou se me expulsava da sala. Caguei no choro doído e sentido de criança abandonada, ali no canto, só, triste, fedido e cagado. Que vergonha! Foi legal.

     Graças a Deus nunca me chamaram de cagão. 
    

criado por giordanocarlos    10:36 — Arquivado em: Crônicas

21.8.06

Viajando na realidade

Viajando na realidade

Rafaela Giordano

As drogas existem, apesar de serem proibidas pela legislação e pela sociedade, num momento em que o Governo retoma o assunto, tentando mudar seus conceitos, estudando a possibilidade de liberar seu uso. De um modo geral, a encontramos nos mais diferentes lugares e com freqüência regular. Dando uma falsa sensação de prazer, ela está em companhia principalmente de jovens e de crianças nas festas, nas escolas, nas ruas, e até mesmo dentro de casa levando ao vício, a dor e em algumas vezes à morte.

 
Com a suposta liberação de seu uso, os drogados ficariam mais à vontade para consumir, teriam mais facilidade para comprar e possibilidade de usar com mais freqüência e em maior quantidade, levando-os a uma total dependência doentia. Os traficantes e os vendedores teriam que concorrer agora com o comércio legal, fazendo seus lucros diminuírem até ao ponto de abandonarem o negócio, o que seria muito bom, pois sem o dinheiro, não teriam como comprar armas, diminuindo a violência urbana.

 
O Governo poderia arrecadar com a liberação através dos impostos gerados na comercialização das drogas, alegando investir esse dinheiro em recuperação de drogados, nos centros de desintoxicação, em medicamentos, em profissionalização e outros. Porém sabemos que isso não irá acontecer.

Dentro de casa, no seio da família, aprovada a liberação, os pais teriam dificuldades para argumentar com seus filhos sobre o uso das drogas, o que geraria mais um conflito entre eles. Filhos agora convictos de que o erro passou a ser aceito pelas autoridades, teriam bons motivos para defenderem seus fracassos.

Portanto, acreditamos que a liberação do uso de drogas poderá agravar ainda mais a situação no País, uma vez que, com a falsa promessa de liberdade do indivíduo, os valores da família e da sociedade seriam derrotados por força de uma proposta infundada e injustificável.

criado por giordanocarlos    22:50 — Arquivado em: Fala pra mim

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